Em um movimento que não acontecia há mais de uma década, os rivais gaúchos Grêmio e Internacional iniciarão a temporada de 2026 com novos treinadores simultaneamente. As mudanças refletem a busca por um novo ciclo e reestruturar os projetos após momentos turbulentos em 2025.
Contexto histórico: últimas trocas simultâneas em 2013
Desde a virada de 2013 para 2014, quando Abel Braga retornou ao Inter e Enderson Moreira foi anunciado pelo Grêmio, os clubes gaúchos nunca mais fizeram uma troca de comando técnico ao mesmo tempo para o início de um ano. Naquela época, ambos buscavam reagir após temporadas desafiadoras, trazendo novidades para disputar torneios nacionais e continentais.
Novos técnicos e desafios para 2026
Com nova diretoria e após o fim do ciclo de Mano Menezes, o Grêmio apostou em Luís Castro, treinador português que obteve destaque recentemente no Botafogo. O principal objetivo do Tricolor é realizar ajustes no elenco e montar uma equipe mais competitiva para sair da zona de baixa da tabela do Brasileirão, local onde a equipe permaneceu por boa parte da última temporada.
No lado colorado, a preocupação foi maior. Após escapar do rebaixamento apenas na última rodada, o Inter trocou seu comando e trouxe Paulo Pezzolano para assumir o time a partir de 2026. Abel Braga, ídolo do clube, manteve-se na estrutura como diretor técnico após ter retornado momentaneamente da aposentadoria para ajudar na difícil missão de evitar a queda.
Caminhos diferentes, mas a mesma busca por resultados
O momento das equipes não é parecido, mas o objetivo é claro: estabilizar os clubes em competições nacionais e melhorar o desempenho regional e continental. O Grêmio tenta retomar o prestígio após anos de oscilações, enquanto o Internacional quer superar a crise recente e resgatar o protagonismo perdido após sucessivas mudanças de comando técnico – foram 20 trocas desde 2014.
Retrospecto dos treinadores desde 2014
Recentemente, o Grêmio teve 11 mudanças de treinador em 12 anos, com Renato Portaluppi sendo o comandante de maior duração, enquanto o Inter acumulou 20 trocas em período similar. Essa rotatividade mostra a pressão constante sobre os técnicos nos clubes gaúchos, especialmente diante da rivalidade intensa e da expectativa por títulos. Agora, com Luís Castro e Paulo Pezzolano, a dupla do Gre-Nal aposta em lideranças renovadas para enfrentar a temporada que se inicia.

