O técnico do São Paulo, Hernán Crespo, não poupou palavras ao comentar o momento atual do clube neste sábado (24), antes do confronto contra o Palmeiras pela 5ª rodada do Campeonato Paulista, na Arena Barueri. Com declarações contundentes, o treinador argentino avaliou o impacto das recentes e profundas mudanças na estrutura do Morumbi em seu trabalho e na situação geral da equipe.
O Impacto Avassalador das Mudanças Internas
Crespo foi enfático ao descrever como as alterações, que incluem a renúncia do presidente Júlio Casares e a saída de figuras como Muricy Ramalho, afetaram a dinâmica do clube. “Impacta tudo. A gente chegou aqui sete meses atrás. O presidente não está, o Muricy não está, o Belmonte não está. Depois começamos a projetar com Carlosmagno, não está. Falou com o doutor, não está. Fisioterapeuta, não está. Mudou tudo”, desabafou o técnico à ‘TNT Sports’.
Ele prosseguiu, detalhando a extensão das transformações: “Mudou departamento médico, diretoria, presidente (risos). Adaptação, com calma. Talvez cheguem outras pessoas, presidente novo, então é com calma, tentar ajudar onde podemos ajudar. É difícil? Demais”. A fala de Crespo revela a complexidade do cenário que o time enfrenta fora das quatro linhas.
O “Pior Momento da História” do Tricolor
A gravidade da situação foi sublinhada pelo próprio treinador, que não hesitou em classificar o período atual como, talvez, o mais desafiador da trajetória do São Paulo. “Talvez estamos falando do pior momento da história do São Paulo. É fácil? Não. O time é um corpo estranho a tudo isso? Não, é normal. A gente precisa de um pouco de estabilidade”, afirmou Crespo, conectando diretamente a performance da equipe à instabilidade institucional.
Serenidade e Tempo: O Caminho para a Reconstrução
Diante do turbilhão, Crespo apontou o que considera essencial para a recuperação do clube. “A ideia é colocar, neste momento, serenidade e o São Paulo Futebol Clube no meio do projeto. Com serenidade, fazer as coisas bem, tentar desenvolver os moleques de Cotia, tentar esperar reforços. O São Paulo precisa de tempo. A gente tenta fazer o melhor possível dentro do limite disso tudo que eu falei”, concluiu. A visão do técnico é de que a estabilidade é fundamental, e a paciência será uma aliada na busca por dias melhores, com foco na base e na chegada de novos nomes.

