Após o empate com o Corinthians pelo Campeonato Paulista neste domingo (18), o técnico do São Paulo, Hernán Crespo, abordou publicamente o impeachment do então presidente Julio Casares. Em uma entrevista carregada de desabafo, o argentino expressou a esperança de que situações como essa “não ocorram nunca mais” nos bastidores do clube, fazendo um veemente pedido para que a política interna do Morumbi deixe de se “intrometer” no departamento de futebol.
Crespo critica interferência e pede aprendizado
Com um tom de preocupação, Crespo refletiu sobre a gravidade dos eventos recentes. “Pior do que essa situação? Acho que não… Foi a primeira vez na história do clube. Pior eu espero que não. Mas, que o mundo São Paulo aprenda que essas coisas não podem acontecer nunca mais, para não repetir”, declarou o treinador, sublinhando a necessidade de o clube tirar lições do episódio e focar na construção de um futuro mais estável.
Agradecimento à imprensa e foco no esporte
O técnico não poupou elogios e agradecimentos à cobertura jornalística dos escândalos tricolores, reconhecendo que a imprensa desempenhou um papel crucial na formalização do processo de impedimento de Casares. “É como eu falo sempre: o São Paulo é maior do que todos nós juntos. Então é agradecer a vocês [jornalistas], com as coberturas que fizeram, agradecer a torcida, aos jogadores, aos atletas, todos fechadinhos para tentar colocar o São Paulo na frente”, afirmou. Ele reforçou a necessidade de colocar o futebol no centro das atenções. “Espero, outra vez, que a política, neste ano difícil, complicado, não se intrometa outra vez no grupo. E que volte por favor o futebol no centro do projeto, no centro do São Paulo. Que seja prioridade falar de futebol e tentar melhorar o time em todos os aspectos.”
União e o triunfo da democracia
Crespo enfatizou que o foco deve ser o esporte em si, não apenas os atletas, mas todo o “projeto futebolístico” do clube. “Não estou falando só dos jogadores, estou falando de muitas coisas. Colocar no centro do projeto o futebol. Nós precisamos focar nisso, precisamos da classe política, que nos ajuda a melhorar tudo isso. Voltar a colocar o futebol no centro das prioridades do São Paulo”, complementou. Sobre o desfecho político, o técnico foi direto: “Ganhou a democracia. Simples assim. O São Paulo está unido, está forte, a ideia é estarmos todos juntos e alinhados. Agora é o momento de continuar assim, de estarmos alinhados e unidos.”

