Fim de uma era no Galo
O Atlético-MG anunciou que Victor, ídolo e ex-goleiro do clube, não terá seu contrato renovado para o cargo de diretor de futebol. A decisão foi comunicada pelo próprio jogador em conversa com Rafael Menin, um dos sócios da SAF, e Paulo Bracks, executivo de futebol. Victor, que se aposentou dos gramados em 2021, deixa o departamento de futebol após anos de dedicação ao Galo.
De “Santo” a dirigente: a trajetória de Victor no Atlético
Victor Hugo, carinhosamente chamado de “Santo” pela torcida alvinegra, construiu uma história gloriosa no Atlético como goleiro, entre 2012 e 2021. Protagonista na conquista da Copa Libertadores de 2013, o arqueiro se tornou um dos maiores ídolos da história do clube. Após pendurar as luvas, assumiu a função de gerente de futebol, atuando como “braço direito” de Rodrigo Caetano. Em 2024, com a saída de Caetano para a CBF, Victor foi alçado ao posto de diretor de futebol, período em que o clube contratou o técnico Gabriel Milito e alcançou o vice-campeonato da Libertadores e da Copa do Brasil.
Desafios e planejamento para o futuro
A temporada de 2025 foi marcada pelo planejamento de Victor, que culminou na contratação de Cuca como técnico e do atacante Júnior Santos. No entanto, o desempenho do reforço não atendeu às expectativas. Em 2025, com a chegada de Paulo Bracks como CSO (Chief Sporting Officer), Victor passou a atuar sob sua liderança. Apesar da conquista do Campeonato Mineiro, o Galo enfrentou dificuldades na reta final da temporada, sendo eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil e amargando o vice da Copa Sul-Americana, além de lutar contra o rebaixamento no Brasileirão. Essas oscilações levaram a reestruturações no departamento de futebol, culminando na saída de Victor.
Legado de um ídolo
Como goleiro, Victor disputou 424 jogos pelo Atlético, conquistando a Libertadores (2013), Recopa Sul-Americana (2014), Copa do Brasil (2014) e quatro Campeonatos Mineiros. Sua defesa de pênalti contra o colombiano Riascos, na Libertadores de 2013, é eternizada na memória dos torcedores como um momento “milagroso” que garantiu a continuidade do time na competição. Victor encerra sua trajetória no clube como um dos maiores jogadores e, posteriormente, um dirigente que buscou contribuir para o futuro do Galo.

