O crescimento significativo de aquisições e os impactos na gestão dos clubes
Nos últimos anos, o futebol europeu vive uma verdadeira revolução impulsionada por investidores norte-americanos. Conforme dados do site Off The Pitch, em 2025, pelo menos 78 clubes europeus receberam novos investidores, um aumento em relação a 2024, com a maior parte vindo dos Estados Unidos. A presença americana corresponde a mais da metade das aquisições, revelando uma forte influência na economia do esporte na Europa.
Investimentos majoritários e o papel das redes multiclubes
Segundo o site Football Benchmark, a maioria dessas movimentações envolvem investimento de controle (72%), enquanto apenas 28% representam aportes minoritários. Além disso, redes multiclubes lideradas por grupos americanos vêm ampliando sua atuação, com diversos casos registrados nos últimos anos, mesmo diante de alguns colapsos financeiros e mudanças de controle.
Casos de sucesso e fracasso na relação com o futebol europeu
Entre os exemplos de riscos, destaca-se a falência de grupos como The Common Group, que deixou de existir após o colapso do SBV Vitesse, e a crise envolvendo a 777 Partners, que enfrentou problemas financeiros e ações judiciais. Esses episódios evidenciam a vulnerabilidade dos investimentos feitos por empresas e investidores norte-americanos no setor.
Presença de figuras e celebridades no universo do futebol
A entrada de personalidades famosas também marca essa nova fase: atores como Ryan Reynolds e Rob McElhenney, estrelas da música como Snoop Dogg, e esportistas de destaque como Tom Brady, investem, mesmo que minoritariamente, em clubes de futebol europeus. Essas figuras aportam prestígio, visibilidade e estratégias de marketing, muitas vezes sem envolvimento direto na gestão do clube.
O futuro do futebol europeu sob influência norte-americana
Embora a presença de investidores dos EUA não seja novidade, o cenário atual revela uma transformação na estratégia, com maior interesse em aquisições controladoras e uma diversificação de participantes, incluindo investidores “avulsos” e celebridades. Essa dinâmica exige reflexão sobre os riscos, as oportunidades e o impacto na essência do futebol, especialmente no que tange à gestão, competitividade e identidade dos clubes.
Assim, a crescente presença americana no futebol europeu permanece como um dos temas mais relevantes e discutidos na década, prometendo redesenhar o cenário esportivo mundial em um futuro próximo.

