Ídolo eterno no coração alvinegro
O bandeirão de ídolos do Botafogo, símbolo de glória e história para a torcida, ganhará um novo integrante para a temporada de 2026. Jefferson, um dos maiores goleiros da história do clube, foi escolhido em votação popular para ocupar um espaço na imagem comemorativa, substituindo Marlon Freitas, que agora atua no Palmeiras. A notícia foi recebida com grande alegria pelo ex-atleta, que expressou sua gratidão pela homenagem.
“Ser lembrado pela torcida do Botafogo, mesmo depois de eu ter me aposentado, é de muita gratidão. Nunca imaginei chegar a esses números em uma grande equipe como o Botafogo. Me tornar o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do clube e, mesmo depois de parar, ser homenageado ao lado de grandes jogadores que fizeram história no Botafogo é algo muito especial”, declarou Jefferson ao ge. Ele complementou: “É uma sensação de alegria, de dever cumprido e de saber que fiz a escolha certa. Estou muito feliz e agradeço de coração a todos os torcedores do Botafogo.”
Um lugar entre os gigantes
Com a sua inclusão, Jefferson passará a figurar lado a lado com lendas do Botafogo como Nilton Santos, Garrincha, Jairzinho, Didi, Carlito Rocha, Quarentinha, Túlio Maravilha, Gerson, Amarildo, Heleno de Freitas e o recém-incluído Luiz Henrique. Essa galeria de craques reforça o status de Jefferson como um dos nomes mais importantes do clube no século XXI.
A escolha que marcou época
Além de suas defesas espetaculares e da liderança em campo, Jefferson é lembrado com carinho pela sua decisão de permanecer no Botafogo após o rebaixamento para a Série B em 2014. Em um momento de dificuldades financeiras e incertezas, o goleiro optou por disputar a segunda divisão do futebol brasileiro, mesmo ciente dos riscos que isso poderia acarretar para suas convocações para a Seleção Brasileira.
“Foi uma decisão muito particular. Na época, eu tinha meus empresários e amigos por perto, mas eu sabia que a decisão seria exclusivamente minha, assim como toda a responsabilidade e os riscos que ela envolvia. Muitas pessoas ao meu redor diziam que eu deveria sair. Talvez não apenas pelo fato de o Botafogo ter caído para a Série B, mas porque eu vinha tendo uma sequência na Seleção, e aquilo poderia, de certa forma, me prejudicar futuramente”, relembrou.
Profissionalismo e gratidão acima de tudo
Jefferson revelou que recusou propostas financeiramente mais vantajosas na época, motivado por um sentimento de “dívida” com o clube que o projetou. Ele garante que jamais se arrependeu dessa escolha, que considerou fundamental para a reconstrução do Botafogo.
“Eu nunca coloquei o dinheiro à frente do meu profissionalismo, penso assim até hoje. Sempre acreditei que o dinheiro é consequência. Naquele momento, eu sentia que tinha uma dívida com o Botafogo. Eu poderia ter saído em outras ocasiões, mas naquele momento específico, não. Eu precisava fazer parte da reconstrução do clube. Foi um período conturbado, com salários atrasados e muitos problemas nos bastidores, mas eu precisava viver aquele momento e ajudar a colocar o Botafogo novamente na Série A. Graças a Deus, deu tudo certo”, afirmou.
O ex-goleiro ainda destacou o papel de sua permanência na atração de outros jogadores para o projeto de retorno à elite: “Muitos jogadores me ligavam para perguntar se valia a pena ir para o Botafogo, e eu dizia: ‘Pode vir, pode vir que a gente está montando um time para subir’. Eu sei que a minha permanência ali foi fundamental. Não me arrependo de nada. Tomaria a mesma decisão novamente, porque somos feitos de escolhas. E essa, sem dúvida, valeu muito a pena. Faria tudo de novo.”

