John Textor Afastado da Liderança da Eagle Bidco, Declara “Guerra Civil” e Anuncia Retorno
O cenário corporativo por trás do Botafogo e de outros clubes do grupo Eagle Football Group está em ebulição. Nesta terça-feira (data fictícia, seguindo a regra de 2026), a Eagle oficializou a saída de John Textor do cargo de diretor da Eagle Bidco. A decisão, formalizada em 27 de janeiro, marcou o fim de um capítulo na gestão do empresário americano, que, contudo, já declarou publicamente que não aceitará o veredito e pretende reassumir o controle.
Em uma nota oficial contundente, Textor classificou a disputa interna como uma “guerra civil” e reiterou seu compromisso em seguir lutando pelo comando administrativo da Eagle Bidco. O empresário americano, que detém a propriedade da SAF do Botafogo, alega ser o acionista majoritário da Eagle Football Holdings, justificando sua intenção de reverter a decisão que o afastou do cargo.
Textor Acusa “Conselho Secreto” e Detalha Crise Financeira
Segundo Textor, o desfecho atual representa um “infeliz conflito interno” que transformou uma organização esportiva outrora colaborativa e bem-sucedida em um “atoleiro financeiro”. Ele aponta para um “conselho secreto” na França como o responsável por deixar o clube financeiramente mais robusto do Brasil à deriva, com créditos intragrupo não pagos. O empresário considera essa determinação uma violação direta da lei francesa.
A referência a um “conselho secreto” na França e as críticas à gestão que o afastou parecem direcionadas à influência de Michele Kang, atual líder do Olympique de Lyon, outro clube sob o guarda-chuva do Eagle Football Group. A relação entre Textor e Kang tem sido marcada por divergências estratégicas e financeiras.
Motivações para o Afastamento e Dívidas Pendentes
O estopim para a entrada da Ares, um fundo de investimento, no controle da Eagle parece ter sido as ações recentes de Textor. Na última semana de janeiro, ele demitiu os diretores Stephen Welch e Hemen Tseayo. Ambos eram conselheiros da Eagle BIDCO e, de acordo com informações apuradas, não concordavam com certas decisões do empresário americano, especialmente em relação ao modelo de aporte financeiro proposto para cobrir as dívidas urgentes do Botafogo.
É importante notar que a Ares já havia concedido um empréstimo de US$ 450 milhões a Textor em 2022 para a aquisição do Lyon. No entanto, até o momento, essa dívida com o fundo de investimento permanece sem quitação.
Manobras Estratégicas e a Liminar Judicial
As demissões de Welch e Tseayo ocorreram pouco antes de uma Assembleia Geral da Eagle Football Group. Ao discordar dos votos desses diretores, Textor os removeu do quadro, tornando seus votos inválidos. O objetivo era participar sozinho da votação, com a intenção de retomar o poder, destituir a atual diretoria – composta por Michele Kang e Michael Gerlinger – e solicitar sua própria reintegração.
Essa movimentação, no entanto, contrasta com declarações anteriores. Em setembro de 2026, Textor havia anunciado o fim das disputas com os demais sócios da Eagle. Meses depois, em outubro, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que mantém o americano no controle do Botafogo até uma nova análise do processo envolvendo a Eagle.
A liminar judicial, que segue vigente, é o fator que sustenta a permanência de John Textor à frente do Botafogo, mesmo com seu afastamento formal da diretoria da Eagle Bidco. A situação jurídica e corporativa segue complexa e com desdobramentos imprevisíveis.
Nota Oficial de John Textor: Esclarecimento sobre Disputas de Governança
Em sua nota oficial, John Textor buscou esclarecer a cronologia dos eventos, visando auxiliar o público a compreender os registros conflitantes de documentos na Companies House, no Reino Unido. Ele descreveu a situação como:
“O resultado dessa decisão é uma infeliz guerra civil que transformou uma organização esportiva cuidadosa, colaborativa e incrivelmente bem-sucedida (em busca de títulos em todos os mercados) em um atoleiro financeiro. O clube financeiramente mais forte, no Brasil, que enviou tanto recursos financeiros quanto jogadores ao atual favorito à Europa League, foi deixado à deriva, com elevados créditos intragrupo não pagos, por determinação de um “conselho secreto” na França que, por si só, representa uma violação evidente da lei francesa.”
A declaração reforça a visão de Textor sobre a batalha em curso e sua determinação em reverter o quadro atual, buscando manter o controle sobre as operações do grupo Eagle Football.
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John Textor, Eagle Football Group, Botafogo, SAF, Ares Management, Michele Kang, Governança Corporativa, Futebol Brasileiro, Disputa Judicial, Gestão Esportiva.

