Base no Flamengo: Um Caminho Cada Vez Mais Difícil
No cenário estrelado do Flamengo, as promessas da base encontram um espaço cada vez menor no time principal. O caso de Wallace Yan, atacante de 20 anos, ilustra essa tendência. Apesar de momentos de brilho, como o gol contra o Chelsea, sua passagem pelo clube foi marcada por inconsistências e um perfil comportamental que pesou na decisão de sua venda por 10 milhões de euros (R$ 62 milhões) ao Red Bull Bragantino.
Prioridades do Clube e o Perfil Buscado
A diretoria do Flamengo tem buscado manter em seu elenco atletas alinhados à mentalidade da gestão e, principalmente, do técnico Filipe Luís. Isso se traduz na busca por jogadores que sigam determinações técnicas e táticas, demonstrem dedicação nos treinos e estejam abertos à evolução contínua. Outros jovens formados no clube, como Lorran, Petterson, Felipe Teresa e Matheus Gonçalves, também deixaram o Rubro-Negro por motivos que incluíam a falta de adequação a esse perfil ou questões comportamentais.
Lorran e Outros Casos de Saída
Lorran, por exemplo, foi emprestado ao Pisa, da Itália, após uma negociação com o CSKA, da Rússia, não se concretizar. De volta à base no início de 2025, o jogador não recebeu mais oportunidades por não conseguir atender às demandas da comissão técnica. Petterson e Felipe Teresa tiveram seus contratos rescindidos sem compensação financeira, enquanto Matheus Gonçalves, descrito por Filipe Luís como “anárquico”, foi vendido ao Al-Ahli, da Arábia Saudita.
Menos Sequência da Base no Profissional
O ano de 2025 marcou a menor sequência de jogadores da base atuando no profissional do Flamengo desde 2019, período em que o clube intensificou a busca por reforços no mercado. Embora 35 jovens da base tenham entrado em campo, muitos o fizeram em partidas sem a presença do time principal e do técnico Filipe Luís. Dos 15 restantes, apenas quatro disputaram mais de 10 jogos, evidenciando a dificuldade de consolidação dos talentos formados em casa no elenco principal.

