Júnior Rocha destaca dificuldades para encarar o GAS, e vê Paysandu com “margem para evolução”. O técnico do Paysandu analisou a estreia vitoriosa da equipe na Copa Norte, um triunfo que, apesar do placar de 3 a 1, não ocorreu sem percalços contra o GAS, representante de Roraima.
Apesar da vitória que manteve a invencibilidade do Papão em 2026, o comandante Júnior Rocha fez questão de ressaltar os obstáculos encontrados durante a partida contra o GAS. A equipe bicolor, que já ostenta os títulos da Copa Verde e da Copa do Brasil, iniciou sua jornada na recém-reformada Copa Norte com um resultado positivo, mas que exigiu esforço e superação diante de um adversário com pouca informação disponível para estudo prévio.
Desafios Inéditos: A Complexidade de Estudar Adversários na Copa Norte
Júnior Rocha explicou que a principal dificuldade em confrontos como o da Copa Norte reside na escassez de material para análise tática. “Nós tínhamos um grande desafio. Depois dos triunfos que a gente conseguiu, queríamos vencer, independentemente da maneira, mas a gente queria começar com três pontos, com vitória”, pontuou o treinador. Ele detalhou que a falta de cobertura televisiva e de analistas de desempenho em muitos clubes participantes torna o estudo do adversário uma tarefa árdua.
“A Copa Verde é uma incógnita, porque a gente tem muito pouco material dos adversários. Para filmar o jogo em alguns estados é muito difícil, a maior parte dos clubes não têm analistas de desempenho. Então, para ter informação em vídeo, conseguir estudar o adversário é muito mais difícil, era uma incógnita o jogo”, completou Rocha.
A partida, realizada no Estádio Modelão, em Castanhal, começou com um susto para os torcedores. O GAS abriu o placar logo aos seis minutos com Iarley. No entanto, o Paysandu demonstrou resiliência e conseguiu reverter o placar ainda no primeiro tempo, com gols de Castro e Marcinho, este último de pênalti. Na segunda etapa, Ítalo selou a vitória, confirmando o placar de 3 a 1.
Júnior Rocha destaca dificuldades para encarar o GAS, e vê Paysandu com “margem para evolução”
O treinador celebrou a energia da torcida presente, que lotou as arquibancadas em um município do interior. “Vida que segue, o nosso desafio que nós tínhamos era conquistar essa vitória diante do torcedor que veio. Está no interior, é uma atmosfera diferente assim, a gente vem para cá para fazer uma apresentação à altura do torcedor que nos apoiou início, meio e fim da partida”, declarou.
Rocha também elogiou a compreensão da torcida em relação ao andamento do jogo. “Engraçado que o torcedor entendeu o jogo, ele não vaiou, muito pelo contrário, apoiou”, observou.
O Momento Atual do Paysandu e a Busca por Aperfeiçoamento
A vitória sobre o GAS estendeu a sequência invicta do Paysandu em 2026 para oito partidas, com sete vitórias e um empate. O único tropeço no período foi na final do Campeonato Paraense, contra o rival Remo. Apesar do excelente momento, Júnior Rocha acredita que a equipe ainda possui um vasto potencial de desenvolvimento.
“Acredito que a gente possa performar melhor, continuar executando aquilo que vai bem, mas temos muitos ajustes para fazer ainda, muita coisa pra evoluir. Não tenho dúvida que esse grupo tem margem para evolução e esses jovens estão dando a resposta dentro de campo”, afirmou.
O técnico não descarta a possibilidade de reforçar o elenco, caso identifique necessidades futuras. “Sou muito feliz aqui com esse grupo de atletas e, se houver necessidade mais para frente, não tenha dúvida que nós vamos ao mercado. O Paysandu é aquela frase que eu sempre tenho repetido assim, é muito grande para gente nunca querer qualificar o elenco. Se ver alguma carência no decorrer da competição, não tenha dúvida que a gente vai no mercado”, ressaltou.
Júnior Rocha destaca dificuldades para encarar o GAS, e vê Paysandu com “margem para evolução” e o Retorno de Cauã Dias
Um dos destaques individuais na partida foi o jovem lateral-esquerdo Cauã Dias, de 19 anos. Ele retornou aos gramados após um longo período de inatividade, atuando os 90 minutos. Sua performance foi elogiada por Júnior Rocha, especialmente considerando a falta de ritmo de jogo.
“O Cauã vem sem ritmo de jogo, tem que dar os parabéns para ele pela partida, principalmente no segundo tempo. O primeiro tempo acabou iniciando um pouco nervoso, mas é normal, um menino que vem sem jogar numa sequência como vem o Boni, como até mesmo o Taboca, que fez um grande estadual”, analisou o treinador.
Rocha aproveitou para reforçar a importância da preparação constante dos atletas. “O que eu falo a eles e tem acontecido, se preparem bem, porque a chance não avisa quando vai aparecer e aí, quando aparece, o atleta tem que está pronto e ele é um grande exemplo disso, exemplo de perseverança, de dedicação no dia a dia, um grande profissional e tem um futuro muito bom pela frente”, concluiu.
O próximo compromisso do Paysandu será contra o Guaporé, na próxima terça-feira, dia 31, em Rondônia, dando continuidade à campanha na Copa Norte. Para quem busca acompanhar outras emoções do futebol, confira a cobertura da Copa Verde, que também está em andamento.

