Plano de Pagamento Homologado
A Justiça de São Paulo homologou o plano do Corinthians para o pagamento de cerca de R$ 450 milhões em dívidas, através do Regime Centralizado de Execuções (RCE). O processo, que se arrastava há mais de um ano, visa reorganizar as finanças do clube. Inicialmente estimado em R$ 367 milhões, o valor total do plano foi atualizado para R$ 450 milhões devido a juros, correções e inclusão de novos credores. Aproximadamente R$ 200 milhões já estavam em processos de execução judicial.
Abrangência das Dívidas e Prazos
O montante engloba débitos com empresários, fornecedores e jogadores (referente a direitos de imagem), mas exclui explicitamente as dívidas tributárias e o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal. O clube terá um prazo de dez anos para quitar esses valores, com um sistema de parcelas progressivas. No primeiro ano, 4% das receitas recorrentes do clube serão destinadas ao plano. Esse percentual aumentará para 5% no segundo ano e, a partir do terceiro ano, será de 6%.
Objetivos e Impacto Financeiro
A homologação do RCE é vista pela diretoria corintiana como um passo crucial para a reestruturação financeira do clube. Um dos principais objetivos é evitar os constantes bloqueios de valores em contas bancárias que têm prejudicado o clube nos últimos anos. A expectativa é que o plano traga maior previsibilidade nas despesas e normalize a gestão financeira. Vale ressaltar que a dívida total do Corinthians ultrapassa os R$ 2,7 bilhões, sendo o RCE focado em uma parte específica desses débitos.
Representação Jurídica e Engajamento do Clube
A condução do pedido de RCE contou com a atuação dos advogados Elias Mubarak e Júlio Mandel desde o início. Conselheiros e dirigentes do clube também estiveram ativamente envolvidos nas negociações e no processo que culminou na aprovação judicial do plano de pagamento.

