O técnico português Luís Castro foi oficialmente apresentado nesta segunda-feira (22) como novo comandante do Grêmio. Em sua primeira coletiva de imprensa no Tricolor gaúcho, o profissional, que chega após passagem pelo Al Wasl dos Emirados Árabes, detalhou os motivos que o levaram a assinar contrato com o clube até o final de 2027.
A Escolha pelo Tricolor Gaúcho
“A forma determinada como foi feita a abordagem, a forma consistente e clara do que iria me esperar”, destacou Castro como fatores cruciais para sua decisão. Ele ressaltou que a clareza sobre a história do clube, a cidade, o estádio e o elenco foi fundamental para sua escolha. “Fomos atrás da história do clube. Como é a cidade, estádio, elenco. Essa clareza do que o clube tem me foi passada”, afirmou.
O treinador expressou confiança na diretoria gremista. “Senti confiança no presidente, no Luiz Felipe Scolari e no Dutra. O Odorico Roman teve palavras que me deixaram muito confiantes, e é por isso que hoje estou aqui”, disse. Castro prometeu dedicação, pautada em valores como “respeito, coragem e compromisso”.
O Passado no Botafogo e a Saída Polêmica
Este será o segundo trabalho de Luís Castro no futebol brasileiro. Entre 2022 e 2023, o técnico esteve à frente do Botafogo, deixando o clube em junho daquele ano, no meio da temporada, para assumir o Al Nassr, da Arábia Saudita, equipe que conta com o craque Cristiano Ronaldo.
Questionado sobre sua saída do Glorioso, Castro não hesitou em abordar o tema. “Já sabia que iam perguntar isso, sobre o porquê de ter ido, saído”, iniciou, explicando que, em cada janela de mercado, o clube alvinegro esteve ativo e organizado.
A Proposta Irrecusável de Cristiano Ronaldo
O que realmente o fez deixar o Botafogo, segundo o próprio treinador, foi a oportunidade de trabalhar com um dos maiores nomes do futebol mundial. “O que me fez sair foi eu me permitir trabalhar com um dos jogadores que são referências mundiais”, revelou, citando Cristiano Ronaldo, Mané e Laporte.
Castro fez um paralelo com sua própria trajetória, lembrando as 14 horas diárias de trabalho na quarta divisão de Portugal, quando tinha três empregos. “Lembrei que tinha chegado a hora, depois de já ter disputado Champions, ter feito jogo contra o City de Guardiola, tinha chegado a hora de poder me juntar a uma referência mundial”, explicou.
O treinador finalizou, enfatizando sua autonomia e integridade na decisão. “Me permiti. Como sou dono do meu destino, e como sou livre para determinar o meu destino, como nunca estive em tribunal por faltar a qualquer linha de contrato, como sempre fiz coisas de forma limpa, como me relacionei com as pessoas do Botafogo de forma limpa e com amizade, eu fui. Foi isso”, concluiu.

