Intensificação dos treinos e nova filosofia
O Figueirense se prepara para um momento crucial no Campeonato Catarinense: o quadrangular do rebaixamento. Diante deste cenário, o novo técnico Márcio Zanardi, que chegou ao clube na última segunda-feira, tem comandado treinos diários com foco em elevar o desempenho da equipe. A metodologia de trabalho implementada pela nova comissão técnica tem sido mais rigorosa, com aumento da carga horária e uma atenção especial à análise dos adversários por meio de vídeos. Zanardi enfatiza a necessidade de “esticar a corda” para extrair o máximo dos atletas e buscar resultados positivos.
Dedicação integral e experiência na base
Márcio Zanardi destacou sua dedicação em tempo integral ao clube, ressaltando que vive o Figueirense para potencializar o rendimento dos jogadores. Sua trajetória, sem carreira como atleta profissional, mas com forte experiência nas categorias de base, influencia diretamente sua abordagem com o elenco. A intenção é promover um ambiente de trabalho intenso e focado, onde a comissão técnica está constantemente analisando, editando e desenvolvendo trabalhos específicos para cada atleta.
Oportunidades para a base e visão crítica do momento
A nova gestão técnica também prevê a abertura de espaço para jovens talentos formados no clube. Três atletas do Sub-20 já integram os treinamentos da equipe principal: o atacante Maiky e os meias Gabriel Asaph e Pajé. Essa integração visa não apenas oxigenar o elenco, mas também valorizar a formação interna do Figueirense. Apesar da qualidade do elenco, Zanardi é direto ao analisar a situação atual: “A leitura que eu faço é que não está bom. Nós estamos indo buscar um quadrangular da morte”.
Respeito aos adversários e foco no essencial
O treinador reconhece a gravidade da situação e a necessidade de respeitar todos os adversários no quadrangular do rebaixamento, pois todos se encontram em uma posição semelhante. Zanardi aponta que o time precisa dar um “passo para trás” momentaneamente para reconstruir a confiança e o desempenho. Ele enfatiza que, antes de tudo, é preciso se dedicar ao que ele considera o “ruim no futebol”, ou seja, o trabalho árduo e a entrega total em campo para superar os desafios vindouros e garantir a permanência na elite do futebol catarinense.

