Sonho de infância e realidade inesperada
Lionel Messi revelou que seu sonho de infância era atuar profissionalmente pelo Newell’s Old Boys, clube de sua cidade natal. No entanto, a vida tomou um rumo inesperado aos 13 anos, quando se mudou para Barcelona. “Fiz minha estreia profissional pelo Barcelona, e aí tudo o que aconteceu depois… É algo que eu nunca poderia imaginar, nem nos meus melhores sonhos. Eu vivi coisas enormes, muito mais do que poderia imaginar”, declarou o craque à ESPN.
Copa do Mundo: presença incerta, mas desejo presente
Mesmo vivendo um momento espetacular com o Inter Miami, Messi não confirmou sua participação na próxima Copa do Mundo. Contudo, assegurou que fará “tudo o que for possível” para tentar conquistar o tetracampeonato com a Argentina. “Eu espero poder estar lá. Já disse no passado que adoraria estar no torneio. No pior dos cenários, vou estar acompanhando pela TV”, comentou.
O Boca de Paredes e os “cães de guarda”
O camisa 10 argentino elogiou a influência de Leandro Paredes no Boca Juniors. “Quando vejo o Paredes, acho que ele melhorou muito o Boca desde que chegou. Ele fez o time ficar muito mais forte, especialmente em casa. Muito disso é por causa dele, pelo estilo de jogo que ele implanta, porque ele consegue organizar a equipe em campo”, afirmou Messi, que também destacou a importância de Paredes e Rodrigo De Paul na Seleção. “Paredes e De Paul são aqueles jogadores que você quer ter no seu time, mas que os adversários odeiam. Fora de campo, eles são totalmente diferentes, são dois caras incríveis, pessoas normais, muito humildes. Mas, em campo, eles se transformam”.
Melhor ano e a personalidade em campo
Questionado sobre o melhor ano de sua carreira, Messi admitiu a dificuldade em definir, pois “depende muito do foco que você usa”. Ele ressaltou que não se importa com estatísticas, apesar de reconhecer sua importância nos dias de hoje. “Eu não gosto de estatísticas, mas, hoje em dia, tudo é visto através delas. Eu gosto de estar envolvido no jogo. Houve anos em que ganhamos tudo: chegamos à final da Copa América com a Argentina e ganhamos a Champions League com o Barcelona. Mas é difícil dizer… Em 2012, eu fiz 91 gols! Mas não jogo por isso, nunca liguei para números”, explicou.
Messi também abordou sua personalidade em campo. “A verdade é que eu sempre fui um pouco (esquentado em campo)… Quando você entra no gramado, a personalidade muda. Fora de campo, sempre fui tímido, introvertido, mas, em campo, eu me transformo, grito discuto. Quero que as coisas aconteçam da forma certa, e isso segue acontecendo. Mas é tudo parte do jogo, e o que acontece em campo fica em campo”, concluiu.

