MP cobra imagens e cogita busca e apreensão
O Ministério Público de São Paulo, através do promotor Cássio Conserino, intensificou a apuração sobre supostas irregularidades envolvendo o uso de cartões corporativos no Corinthians. Conserino ameaçou pedir busca e apreensão no Parque São Jorge caso não receba as gravações das câmeras de segurança do quinto andar do clube, incluindo a sala da presidência. A exigência visa verificar um possível contato do ex-presidente Andrés Sanchez com dirigentes, o que poderia violar uma medida cautelar imposta pela Justiça.
Presidente do Conselho suspende investigações internas
Em meio à tensão com o Ministério Público, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, determinou a suspensão temporária das investigações internas sobre o uso dos cartões corporativos por Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. Tuma justificou a decisão alegando que a continuidade dos trabalhos poderia levar ao descumprimento de ordens judiciais e criticou a falta de comunicação da diretoria com o Conselho sobre as restrições impostas a Sánchez nas investigações criminais.
Conflito de informações e exigências do promotor
Romeu Tuma expressou descontentamento com o presidente Osmar Stabile por não ter sido informado sobre as restrições judiciais aplicadas a Andrés Sanchez. O presidente do Conselho foi surpreendido por um despacho do promotor solicitando filmagens do quinto andar no dia em que Sánchez prestou depoimento à Comissão de Justiça. O promotor também pediu contatos de outros membros do clube para possíveis depoimentos e imagens de câmeras públicas, buscando comprovar um encontro entre Sánchez e o conselheiro André Negão, além de uma ligação entre Sánchez e o secretário-geral da diretoria, Antônio Jorge Rachid Júnior.
Reincidência na cobrança e críticas do MP
Andrés Sanchez está proibido de contatar testemunhas e dirigentes do clube desde dezembro de 2025, como parte de uma medida cautelar relacionada a denúncias de irregularidades no uso do cartão corporativo. O Corinthians informou ter atendido à solicitação do MP. No entanto, Conserino reiterou a cobrança pelas imagens, desta vez referentes a dias posteriores à imposição das medidas cautelares, alegando que a suspensão dos procedimentos administrativos pelo Conselho prejudica a própria entidade. O promotor classificou a alegação de que as medidas cautelares impediriam os trabalhos das comissões como um absurdo e uma tentativa de descumprir decisões judiciais.

