A persistente utilização de treinadores interinos no clube revela uma política de gestão que favorece a solução rápida em momentos de crise, refletindo uma instabilidade que persiste desde 2013
Histórico de treinadores interinos no clube
Desde a aposentadoria de Sir Alex Ferguson, em 2013, o Manchester United vem adotando uma estratégia recorrente de nomear treinadores interinos para comandar a equipe. Michael Carrick, mais recentemente, foi anunciado como o técnico provisório até o final da temporada, tendo seu primeiro desafio contra o rival Manchester City, em Old Trafford, neste sábado.
Essa prática vem se consolidando ao longo dos anos, com nomes como Ryan Giggs, que assumiu após a saída de David Moyes em 2014, e Ralf Rangnick, que comandou até o fim da temporada 2021/22. Além disso, Ruud van Nistelrooy e Darren Fletcher também estiveram na lista de interinos, demonstrando uma preferência por soluções temporárias, muitas vezes usadas para ganhar tempo no mercado ou estabilizar momentos de crise.
O efeito da gestão interina na estabilidade do clube
Ao invés de buscar projetos de longo prazo, o Manchester United parece tratar os treinadores provisórios como etapas recorrentes, o que pode prejudicar a construção de uma identidade sólida e resultados consistentes. Apesar de alguns treinadores interinos, como Solskjaer, terem sido efetivados após períodos no comando, a estratégia de rotatividade contínua ainda prevalece, refletindo dificuldades em estabelecer um planejamento duradouro.
Comparação com rivais e estratégias distintas na Premier League
Enquanto o United mantém essa política de troca rápida de treinadores, clubes como Manchester City, Liverpool e Arsenal apostam na continuidade de seus treinadores, mesmo em fases de oscilações. Pep Guardiola, no City desde 2016, exemplifica essa abordagem de planejamento de longo prazo, que contrasta diretamente com a instabilidade do United.
O impacto na busca por títulos e estabilidade
Essa estratégia de rotatividade constante acaba influenciando o desempenho do clube tanto no curto quanto no médio prazo, dificultando a obtenção de títulos e uma rotina de sucesso sustentável. Enquanto rivais investem na cultura de continuidade, o Manchester United enfrenta o desafio de consolidar uma gestão mais estável, à altura de sua história vitoriosa.

