A votação para o All-Star Game 2026 da NBA chegou ao fim, e a comunidade do basquete aguarda ansiosamente a divulgação dos 24 selecionados no dia 1º de fevereiro. Com um formato inovador de três equipes – duas americanas e uma internacional – a competição promete ser um espetáculo, mas o verdadeiro destaque recai sobre a honraria de ser convocado. Ser um All-Star não é apenas um carimbo de qualidade na carreira de um jogador, mas também pode render bônus contratuais e solidificar seu status na liga.
Apesar do alto nível de alguns jogadores, a intensa concorrência, especialmente dentro das conferências, muitas vezes impede que talentos excepcionais sejam escolhidos. No entanto, alguns nomes se destacam nesta temporada e alimentam a esperança de estrear no Jogo das Estrelas.
Promessas e Consolidações na Conferência Oeste
Na Conferência Oeste, dois nomes se sobressaem na corrida por uma vaga inédita:
- Jamal Murray (Denver Nuggets): O armador canadense vive um dos casos mais notáveis da NBA. Campeão em 2022-23, Murray mantém médias acima de 20 pontos por cinco temporadas consecutivas, sendo peça crucial ao lado de Nikola Jokic. Atualmente, na ausência do sérvio lesionado, ele assumiu a liderança da equipe com atuações heroicas, um fator que pode pesar na votação. Caso seja eleito, será o primeiro companheiro de Jokic a ser escolhido para o evento. Suas médias são de 25,8 pontos, 4,5 rebotes e 7,5 assistências.
- Deni Avdija (Portland Trail Blazers): Em seis anos de carreira, o ala israelense nunca foi cogitado para o All-Star. Contudo, na temporada 2025-26, Avdija se tornou o principal nome do Portland Trail Blazers, exibindo atuações decisivas e estatísticas impressionantes (26,1 pontos, 7,1 rebotes e 6,9 assistências). Um forte candidato ao prêmio de Maior Evolução (MIP), ele viu seu Usage Rate saltar de 23% para 28,9%, demonstrando seu crescimento como organizador primário da equipe, suprindo ausências importantes.
Talentos em Ascensão na Conferência Leste
O Leste também apresenta fortes candidatos a estreantes no All-Star:
- Jalen Johnson (Atlanta Hawks): Johnson se consolidou como o grande rosto do Atlanta Hawks, a ponto de a equipe considerar trocar Trae Young. Com 2,03m, ele é um dos jogadores mais versáteis da NBA, capaz de atacar e defender múltiplas posições. É o segundo jogador com mais triplos-duplos na temporada (7), atrás apenas de Nikola Jokic. Suas médias de 23,4 pontos, 10,1 rebotes e 8,1 assistências, com um aproveitamento de 36% do perímetro, o colocam como forte candidato ao MIP, com um Usage Rate que subiu para 26,8%.
- Norman Powell (Miami Heat): Após temporadas competentes pelos Raptors e Trail Blazers, Powell se destacou ofensivamente nos Clippers, sempre cotado para o prêmio de Melhor Sexto Homem. Como titular, seus números explodiram, e sua ausência no All-Star do ano passado foi questionada. Agora no Miami Heat, seus números são ainda melhores, incluindo um impressionante aproveitamento de 41% do perímetro. Aos 32 anos, esta pode ser a última grande chance para Powell brilhar entre as estrelas da liga, com médias de 23,9 pontos, 3,8 rebotes e 2,7 assistências.
- Franz Wagner (Orlando Magic): Desde sua chegada à NBA, Franz Wagner tem sido uma engrenagem crucial nas defesas do Orlando Magic. Embora seus números e atuações em 2025-26 sejam ligeiramente inferiores aos da temporada anterior, o ala alemão mantém um alto nível, o que pode lhe render uma das vagas no Leste. A concorrência, no entanto, é acirrada em uma conferência com crescente número de estrelas. Suas médias atuais são de 22,7 pontos, 6,1 rebotes e 3,7 assistências.
Veteranos e Outros Nomes que Buscam Reconhecimento
A lista de jogadores que nunca foram All-Stars, apesar de carreiras sólidas, inclui nomes como:
- CJ McCollum (Atlanta Hawks): A inclusão de McCollum é mais pelo contexto de sua carreira do que pela temporada atual. O armador teve médias de mais de 20 pontos em 10 de suas 13 temporadas como profissional, mas nunca foi All-Star, em grande parte por ter passado quase toda a carreira na Conferência Oeste e ao lado de Damian Lillard nos Trail Blazers. Recentemente trocado para o Atlanta Hawks, ele não deve figurar na lista de 2026, mas sua ausência em edições anteriores é surpreendente. Ele registra 18,5 pontos e 3,5 assistências.
Outros jogadores que estão pelo menos no terceiro ano profissional e merecem destaque, embora não estejam em temporadas que justifiquem uma escolha para o All-Star Game de 2026, incluem Derrick White (Boston Celtics), Chet Holmgren (Oklahoma City Thunder), OG Anunoby e Mikal Bridges (New York Knicks), Myles Turner (Milwaukee Bucks), Ivica Zubac (LA Clippers) e Tobias Harris (Detroit Pistons). Todos eles, em algum momento, mostraram potencial ou consistência para serem considerados, mas ainda aguardam sua vez no Jogo das Estrelas.

