Bruno Castro assume direção jurídica do Paysandu em cenário delicado
O Paysandu oficializou nesta sexta-feira (26), na Curuzu, a volta do advogado Bruno Castro ao cargo de diretor jurídico do clube. Com uma trajetória iniciada em 1997, Bruno retorna para enfrentar um momento considerado um dos mais desafiadores da história recente do time.
Compromisso com a estabilidade e a transparência
Ao lado do presidente Mário Tuma, Bruno destacou que a atual situação do clube é grave e exige mudanças profundas no setor jurídico para garantir condições para a diretoria atuar com segurança. O objetivo principal é evitar bloqueios financeiros, insegurança contratual e assegurar uma administração focada em resultados, como a disputa da Série C com qualidade.
Trajetória e identificação com o Paysandu
Bruno Castro relembrou os primeiros dias como advogado do clube, época em que atendia no próprio carro, e ressaltou o avanço da estrutura jurídica ao longo dos anos. Ele também afirmou que, apesar das dificuldades, sempre esteve à disposição do Paysandu, evidenciando sua identificação e amor pelo clube.
Desafios da atual gestão jurídica
Entre os principais problemas enfrentados estão ações trabalhistas antigas que geram um passivo significativo. Bruno explica que o foco não é extinguir esses problemas de forma imediata, mas organizar e controlar a situação para dar suporte eficaz à gestão do clube.
Integração com os departamentos de futebol e administração
Uma das mudanças anunciadas pelo novo diretor jurídico é a maior integração do jurídico com o departamento administrativo e o futebol, inclusive desde o início das negociações com atletas. A elaboração e análise dos contratos será feita considerando as condições aceitas pelo Paysandu, levando em conta a atuação de empresários e advogados dos jogadores.
Palavras do presidente Mário Tuma sobre a nova fase
O presidente do Paysandu, Mário Tuma, destacou a importância da chegada de Bruno Castro e a expectativa de uma gestão eficiente no jurídico. Ele reforçou que a responsabilidade financeira é coletiva e que 2026 deve ser um ano superavitário para o clube, com gastos controlados para garantir a sobrevivência do Papão.

