Nova contratação do Chelsea gera turbulência e debate sobre a estratégia de multiclubes na Europa
Protestos e preocupações surgem na França após anúncio da troca de treinador do Strasbourg pelo clube inglês
A recente nomeação de Liam Rosenior como novo técnico do Chelsea tem provocado reações negativas na França, onde torcedores do Strasbourg — clube também pertencente ao grupo BlueCo — expressam sua insatisfação com a estratégia de integração entre as equipes. A mudança revela uma complexa discussão sobre o modelo de multiclubes, que vem ganhando força na Europa.
Contexto da troca de treinadores e o relacionamento entre os clubes
Rosenior, de 41 anos, deixa o Strasbourg após um ano e meio de trabalho para assumir o comando do Chelsea. Ambos os clubes estão sob o controle do consórcio BlueCo, liderado pelo empresário Todd Boehly e pelo fundo de investimentos Clearlake Capital. A transferência tem causado desconforto, especialmente entre torcedores franceses, que veem o movimento como um indício de subjugação do clube local ao corpo diretivo do Chelsea.
Impacto financeiro e as movimentações no mercado de transferências
Desde a aquisição do Strasbourg pela BlueCo em julho de 2023, o clube francês investiu mais de €111,5 milhões na contratação de novos jogadores, superando até mesmo o Paris Saint-Germain na última janela de transferências. Entretanto, a valorização do clube na França tem sido questionada, com protestos acontecendo até mesmo na última partida contra o Nice.
Além da troca de treinador, há uma influência direta na formação de elenco, com jogadores emprestados do Chelsea ao Strasbourg, como o goleiro Mike Penders, o zagueiro Mamadou Sarr e o meia Kendry Paez, além de outros jovens atletas cedidos ao longo do tempo. Essas ações reforçam a percepção de uma relação desigual entre os dois clubes sob o mesmo grupo.
Reações da torcida e debate sobre o futuro do futebol de clubes
Os torcedores do Strasbourg manifestaram sua insatisfação em um comunicado, criticando a presença do clube francês como mero parceiro do Chelsea. Segundo eles, a troca de Rosenior representa uma “humilhação” e um “desrespeito à história recente de reconstrução do clube”. Este movimento reflete uma preocupação maior sobre o futuro do futebol de clubes na Europa, com o crescimento de modelos de propriedade multiclubes que podem prejudicar a competitividade e a identidade local.
Rosenior, que atuou na última temporada da Ligue 1, agora assume um desafio na Premier League, onde atualmente o Chelsea ocupa a quinta colocação com 31 pontos. O clube londrino enfrenta importantes jogos, incluindo uma partida contra o Fulham nesta quarta-feira às 16h30 (horário de Brasília), enquanto a discussão sobre o modelo de gestão de clubes continua em destaque no cenário europeu.

