O jovem talento brasileiro João Fonseca, atualmente o número 30 do ranking ATP, está pronto para sua estreia no Grand Slam de Melbourne. Com a partida agendada para este domingo (18) contra o norte-americano Eliot Spizzirri, Fonseca chega ao Australian Open como uma das cabeças de chave e com a confiança em alta, apesar de um início de temporada com desafios.
Após desistir dos ATPs de Brisbane e Adelaide devido a uma dor crônica nas costas, o tenista de 19 anos assegura estar em plenas condições físicas. “Estamos bem. De volta em quadra. Estou me sentindo bem, conseguindo fazer bons treinamentos. Feliz de estar de volta, feliz de estar em quadra novamente, me sentindo bem. Primeiro torneio, primeiro Grand Slam do ano, é desfrutar”, declarou Fonseca em entrevista exclusiva à ESPN.
Maturidade e Foco Renovado
Questionado sobre as mudanças entre as temporadas, João Fonseca destaca uma evolução notável em sua maturidade. “Acho que o João pessoalmente segue o mesmo. Obviamente, mais maduro, mais experiente, físico melhor, técnico melhor, melhor mental, mas com o mesmo coração, com a mesma vontade de seguir trabalhando, de seguir crescendo como jogador, como pessoa”, explicou o atleta.
Ele fez questão de creditar sua base familiar por essa solidez. “Acho que isso é uma coisa boa que vem da minha base. Agradecer aos meus pais, que é sempre importante, que sempre me apoiaram, sempre me ajudaram a estar nesse esporte. Estão aqui na Austrália, então é sempre bom ter o apoio deles”, completou, ressaltando a importância do suporte familiar.
A Reação ao Elogio de Federer
Apontado como uma das grandes promessas do tênis mundial, Fonseca recebeu um elogio de peso: o multicampeão Roger Federer, seis vezes vencedor em Melbourne, afirmou que “o céu é o limite” para o brasileiro. A reação de Fonseca foi de pura gratidão e um certo nervosismo.
“Agradecimento imenso. (Federer) É um ídolo não só para mim, mas para todo tenista, para todo mundo que acompanha tênis. Então, assim, muita gratidão e muito feliz de poder conversar com ele, ter conhecido ele”, disse Fonseca. “Até mesmo quando ele passa no locker, eu já falei com ele, mas, agora, encontrando assim com ele, já fico um pouco mais nervoso. Mas muito legal e espero que eu consiga entreter um pouco ele jogando”, acrescentou, com um toque de admiração.
Rumo ao Topo: Alcaraz e Sinner na Mira
Para Fonseca, os elogios são um incentivo, mas a meta é maior. Com o desejo de fazer história para o Brasil no tênis – algo que não acontece em Grand Slams desde Guga em 2001 –, o jovem está focado em alcançar Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, atuais número 1 e 2 do ranking ATP, respectivamente.
“Acho que muitos jogadores já falaram isso, que estão em um nível acima, que estão jogando bem. Um altíssimo nível de tênis. Todo mundo conseguiu ver isso nesse último ano. A final de Roland Garros foi uma final histórica. O nível que eles jogaram foi simplesmente um absurdo”, analisou Fonseca, reconhecendo a excelência dos adversários.
Apesar do reconhecimento, a ambição do brasileiro é clara: “Mas o que eu posso dizer do meu lado é que estou trabalhando muito duro para chegar lá. Se vou conseguir, só o tempo dirá. Mas estou trabalhando muito duro para poder chegar. Sabemos que os dois estão comandando o tour, mas espero conseguir arrumar alguma coisa”, concluiu, demonstrando sua determinação em desafiar os líderes do circuito.

