Polícia Civil Investiga Esquema de Venda Ilegal de Camarotes no São Paulo FC
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação nesta quarta-feira (data da operação não especificada na fonte) cumprindo quatro mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de venda ilegal de camarotes no São Paulo Futebol Clube. A investigação apura crimes como coação no curso do processo, associação criminosa e corrupção privada no esporte.
Mara Casares, Ex-esposa de Julio Casares, é um dos Alvos
Entre os alvos da operação está Mara Casares, ex-esposa do presidente afastado do clube, Julio Casares, que também responde a um processo de impeachment. Na residência de Mara, a polícia apreendeu R$ 28 mil em espécie, além de vasta documentação e uma CPU. Douglas Schwartzmann, diretor adjunto afastado das categorias de base, e a empresária Rita de Cássia Adriana Prado também são investigados.
Documentação e Dinheiro Apreendidos Indicam Gravidade dos Fatos
O promotor de Justiça do Estado de São Paulo, José Reinaldo Carneiro Guimarães, afirmou que a documentação arrecadada é “bastante farta” e autoriza a visualização da gravidade e extensão dos fatos, que podem abranger um período temporal mais longo do que o inicialmente imaginado. Dois dos alvos não foram encontrados nos endereços, mas as buscas foram realizadas com sucesso nos locais onde estavam presentes.
São Paulo FC se Declara Vítima e Colaborará com a Investigação
Em nota oficial, o São Paulo Futebol Clube declarou ser vítima no caso e afirmou que contribuirá com as autoridades na investigação. A polícia foi alertada sobre o possível esquema por uma denúncia enviada pelos Correios. O inquérito policial também apura outras irregularidades, como o recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares e 35 saques nas contas do clube totalizando R$ 11 milhões entre 2021 e 2025.
Defesas dos Investigados Apresentam Argumentos
A defesa de Douglas Schwartzmann alegou que a operação em sua residência, enquanto ele estava em viagem ao exterior com compromissos profissionais previamente comunicados, teve a finalidade de constrangê-lo. Já a defesa de Mara Casares declarou que ela foi surpreendida pela medida cautelar, mas mantém sua postura colaborativa para a elucidação dos fatos, buscando comprovar a lisura de seus atos.

