Santos quita dívidas e contrata Rony sem desembolso direto
O Santos anunciou a contratação do atacante Rony em uma negociação que movimentou cerca de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões), com a possibilidade de adicionais por metas. O curioso é que o valor não saiu diretamente dos cofres do clube paulista. Para concretizar a vinda do ex-palmeirense por três anos, o Peixe utilizou a estratégia de abater pendências financeiras em uma complexa operação que envolvia Atlético-MG e Botafogo.
Esquema financeiro complexo envolveu outros clubes
A negociação para trazer Rony à Vila Belmiro se tornou viável devido a débitos existentes entre os clubes. O Botafogo, por exemplo, devia ao Santos a última parcela referente à contratação dos jogadores Jair e John, um acordo firmado no ano anterior que ainda não havia sido totalmente quitado. Paralelamente, o Atlético-MG tinha a obrigação de repassar ao clube carioca parte do valor referente à compra de Júnior Santos.
Abatimento de dívidas evita saída de caixa do Santos
Com a transferência de Rony para o Santos, os débitos que o clube alvinegro detinha foram compensados dentro dessa operação. Essa manobra financeira permitiu que o Santos confirmasse a contratação sem a necessidade de utilizar seu caixa. O clube só terá custos adicionais caso Rony atinja as metas estipuladas no acordo com o Atlético-MG.
Rony já pode estrear e reforça o ataque santista
Diante de suas limitações financeiras e capacidade de investimento restrita na janela de transferências, o Santos tem buscado alternativas criativas. Neste ano, o clube já trouxe Gabigol e Gabriel Menino por empréstimo. Rony se tornou o primeiro reforço contratado em definitivo. O atacante já foi inscrito no Campeonato Paulista e está à disposição do técnico Vojvoda para o clássico contra o São Paulo, neste sábado, no Morumbi.

