Decisão de Rafael Klein é validada, mas método levanta questionamentos
A expulsão do jogador Carrascal, do Tricolor, na partida contra o Flamengo pela Supercopa do Brasil, gerou debate. O analista de arbitragem PC Oliveira, em participação no programa ‘Fechamento sportv’, concordou com a decisão do árbitro Rafael Klein de mostrar o cartão vermelho ao jogador. No entanto, Oliveira fez ressalvas importantes sobre o procedimento adotado pelo VAR (árbitro de vídeo) na condução do lance.
Carrascal foi expulso após atingir o rosto de Breno Bidon, do Corinthians, em uma jogada fora da disputa de bola. A infração ocorreu no final do primeiro tempo, mas a decisão só foi tomada após o intervalo, o que gerou estranhamento.
Procedimento do VAR: O que PC Oliveira apontou?
PC Oliveira explicou que, embora a decisão final (o cartão vermelho) tenha sido correta do ponto de vista legal, o procedimento utilizado foi falho. Ele citou casos anteriores onde jogadores expulsos retornaram ao campo após revisão, mas destacou que a dinâmica da expulsão de Carrascal foi inédita em sua experiência.
“O Klein marca uma falta do Matheus Bidu no Rossi, busca a bola, espera a checagem do VAR e encerra o primeiro tempo. Ele foi alertado que estava sendo feita a revisão. Esse dedo rodando, no linguajar da arbitragem, significa que estão rodando as imagens para ver se identifica a agressão. Ele informa aos capitães que não tinha a imagem e libera as equipes, ele faz o gesto de encerrar o primeiro tempo”, analisou Oliveira.
CBF se manifesta e defende procedimento
Diante das críticas e do debate gerado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu uma nota oficial para esclarecer os fatos e justificar a atuação da equipe de arbitragem e do VAR.
A entidade explicou que a checagem das imagens do lance de Carrascal foi concluída quando os jogadores já haviam se dirigido ao vestiário para o intervalo. Segundo a CBF, as imagens iniciais não apresentavam evidência conclusiva, mas uma nova análise posterior permitiu a identificação clara da conduta violenta, fundamentando a recomendação de revisão ao árbitro.
A CBF ressaltou que o procedimento está amparado no Livro de Regras e no Protocolo do VAR da FIFA, que permitem a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo. A entidade também mencionou uma queda de energia elétrica no estádio durante o intervalo, que afetou momentaneamente a operação do VAR, mas que o sistema de contingência manteve o funcionamento.
Transparência e áudios do VAR em pauta
PC Oliveira reforçou a necessidade de transparência por parte da CBF, pedindo que a entidade responda a questionamentos sobre o momento exato em que o VAR teve acesso às imagens e por que a revisão não foi feita em campo. Ele também solicitou a divulgação dos áudios da comunicação do VAR, esperando que sejam apresentados na íntegra.
“Decisão correta, mas o procedimento foi péssimo”, concluiu o comentarista, reiterando sua crítica à forma como a expulsão foi conduzida, apesar de validar a decisão final do árbitro.

