Paulo Pezzolano, técnico uruguaio, está livre no mercado desde sua saída do Watford e já traça planos ambiciosos para o futuro de sua carreira.
Em uma entrevista exclusiva, ele detalhou os motivos de sua breve passagem pela Inglaterra e revelou um interesse significativo vindo do futebol brasileiro.
Com a meta clara de buscar um clube para ganhar troféus, Pezzolano não esconde a vontade de abraçar um novo desafio, conforme informação divulgada pela ESPN.
A Curta, Mas Enriquecedora Passagem pelo Watford
Pezzolano iniciou sua jornada no Watford, na Championship inglesa, após quase dois anos no Real Valladolid, clube de Ronaldo “Fenômeno”. Sua experiência, no entanto, durou apenas 10 jogos.
Foram três vitórias, três empates e quatro derrotas, marcando o trabalho mais breve de sua trajetória profissional. O treinador explicou que a decisão de sua saída envolveu questões extracampo.
“Foi uma experiência curta, mas muito boa para mim”, afirmou o técnico. Ele complementou que, “esportivamente, o time estava bem, fizemos sete dos últimos nove pontos, o time vinha crescendo dentro e fora do campo”.
Pezzolano reiterou que “foram coisas extracampo, não tenho muito claro o que aconteceu”, indicando que o desempenho em campo não foi o principal fator para sua saída do Watford.
Ele vê a experiência como um crescimento pessoal e profissional, destacando a oportunidade de trabalhar com jogadores de diversas culturas, algo que vivenciou em países como Uruguai, México, Brasil, Espanha e Inglaterra.
O treinador uruguaio também pontuou que a cultura de trocas rápidas de técnicos tem se intensificado na Europa, embora sua situação no Watford tenha sido “algo muito específico”.
“Muitos treinadores passaram pelo Watford em poucos anos, nos últimos cinco passaram 12,13 treinadores, nos últimos 10, 23, 25 treinadores”, revelou, evidenciando a instabilidade no clube inglês.
O ‘Chamado’ do Brasil e a Busca por Troféus
Apesar de ainda residir na Inglaterra, Pezzolano já planeja os próximos passos e confirmou ter recebido propostas, inclusive do Brasil.
“Desde que eu deixei o Watford, já recebi ligações de alguns clubes da Espanha, de um time do Brasil”, disse o treinador, sem revelar nomes.
O foco principal de Pezzolano para seu próximo desafio é claro: “Eu quero um clube para ganhar troféus, brigar por campeonatos”.
Com 42 anos e oito de experiência, ele busca um projeto sério que permita continuar seu crescimento na carreira e seguir aprendendo.
O técnico relembrou que recusou convites do Brasil no passado, incluindo do Vasco, devido a contratos vigentes com Valladolid e, posteriormente, com o Watford.
“Times muito importantes me ligaram, mas não era o momento certo, eu tinha contrato com outro clube”, explicou Pezzolano sobre as propostas anteriores.
Ele se mostra aberto a um retorno ao Brasil, onde sua família foi muito feliz durante sua passagem pelo Cruzeiro. “Estou aberto a tudo”, garantiu, buscando um clube que queira “disputar coisas importantes”.
Encontro com Ancelotti e Visão sobre a Seleção Uruguaia
Durante a última Data Fifa, Pezzolano teve a oportunidade de se encontrar com Carlo Ancelotti, considerado um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol.
“Tive a sorte de enfrentá-lo no Bernabéu e fizemos um jogo muito bom”, comentou Pezzolano, referindo-se a um confronto com o Real Valladolid.
O encontro em Londres durou “duas, três horas”, onde ele pôde conversar com Ancelotti e sua comissão técnica, além de reencontrar jogadores como Vitor Roque e John.
Pezzolano descreveu o momento como “uma das coisas mais importantes para mim como treinador”, destacando a riqueza da conversa sobre futebol e vida com o italiano.
Sobre a seleção uruguaia, comandada por Marcelo Bielsa, Pezzolano expressou seu apoio. “Eu, como uruguaio e torcedor do meu país, para mim o técnico que está é sempre o melhor do mundo, é preciso apoiar”, enfatizou.
Embora sonhe em um dia comandar a Celeste, ele ressalta que “para qualquer uruguaio, comandar a seleção uruguaia é o máximo”, mas que o foco agora é apoiar o trabalho de Bielsa.

