O Internacional dá o pontapé inicial para a temporada de 2026 neste sábado, com a reapresentação do elenco principal às 15h, no CT Parque Gigante. Será o primeiro dia oficial de trabalhos sob o comando do técnico Paulo Pezzolano, que chega com a missão de solucionar problemas que persistiram ao longo do ano anterior.
O treinador uruguaio terá aproximadamente três semanas para moldar a equipe. Uma equipe alternativa, mesclando jovens da base e jogadores experientes, disputará as primeiras rodadas do Campeonato Gaúcho, que começa no dia 11. O grupo principal deve estrear no estadual entre a terceira e quarta rodada, antes de iniciar o Campeonato Brasileiro, previsto para o dia 28.
Defesa em foco: a busca por segurança sob as traves e na zaga
Um dos principais pontos de atenção para Pezzolano será a posição de goleiro. A temporada de 2025 foi marcada pela instabilidade, com Anthoni, Ivan e Rochet alternando a titularidade. Rochet, o mais experiente, sofreu com três lesões diferentes, participando de apenas 19 jogos. Suas ausências abriram espaço para Anthoni, que, após falhas, deu lugar a Ivan, mas este também se lesionou precocemente. A necessidade de antecipar o retorno de Rochet, mesmo sem estar em plenas condições, evidencia a carência de uma definição clara no gol.
A fragilidade defensiva também é um problema gritante. O Inter sofreu 79 gols na temporada passada, sendo 57 apenas no Brasileirão, uma média de 1,5 por partida. A saída de Vitão para o Flamengo agrava a situação, exigindo que a diretoria encontre um substituto à altura. Nomes como Dória foram sondados, mas ainda sem definição. A aquisição de Victor Gabriel, ex-Sport, traz uma peça, mas a busca por mais alternativas na zaga é crucial para Pezzolano implementar um sistema que minimize a vulnerabilidade defensiva.
Lateral e ataque: Bernabéi e Borré sob os holofotes
O desempenho de dois jogadores estrangeiros, o lateral-esquerdo argentino Bernabéi e o atacante colombiano Borré, é outro ponto de interrogação. Bernabéi apresentou fragilidades defensivas, com o Inter sofrendo gols por sua dificuldade de marcação e falta de cobertura. Apesar disso, o diretor técnico Abel Braga defendeu o jogador, acreditando em uma recuperação de seu nível de 2024.
Borré, por sua vez, que chegou com a expectativa de ser um grande artilheiro, terminou a temporada com apenas oito gols em 48 partidas, sendo criticado por desperdiçar oportunidades. Abel Braga também o respalda, destacando sua qualidade técnica e capacidade de raciocínio, pedindo paciência ao torcedor para que o atacante possa mostrar seu potencial.
Com esses desafios em mãos, Paulo Pezzolano tem a árdua tarefa de reestruturar o Internacional, buscando soluções rápidas e eficazes para problemas que se arrastam, visando um 2026 mais tranquilo e vitorioso para o Colorado.

