A Polícia vê associação criminosa no São Paulo e põe aliado de Casares no centro de fraude em camarotes, segundo um relatório divulgado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). As investigações apontam para uma suposta “associação criminosa profissionalizada”, com divisão de lucros estabelecida, que teria lesado o clube paulista através da comercialização irregular de espaços vips no Estádio do Morumbi.
Investigação Revela ‘Engrenagem Sistêmica’ de Saque ao Patrimônio
As conclusões da polícia derivam da análise minuciosa de um caderno apreendido em janeiro deste ano, durante uma operação de busca e apreensão. Este documento é considerado pela investigação o elo crucial que conecta Marcio Carlomagno, o ex-superintendente geral do São Paulo, à suposta influência de Mara Casares e à atuação de Douglas Schwartzmann e Adriana Prado. O relatório descreve essa união como uma “engrenagem sistêmica de saque ao patrimônio” do clube.
Marcio Carlomagno, que anteriormente havia sido citado por Douglas Schwartzmann como responsável por ceder os espaços para Mara Casares, agora é colocado pela Polícia Civil como um membro integral dessa “sociedade” ilícita. Em dezembro de 2026, o ge já havia revelado um áudio onde Schwartzmann indicava Carlomagno como a origem da cessão dos camarotes para o trio. Na época, Carlomagno negou veementemente ter recebido qualquer benefício financeiro pela cessão desses espaços.
Aliados de Casares Sob Fogo: A Complexidade da Fraude em Camarotes
O caderno apreendido detalha as operações e a dinâmica entre os envolvidos. Anotações de Adriana Prado, por exemplo, parecem indicar uma estratégia de negação, com frases riscadas como “eu não tenho conhecimento de nada”, que os investigadores interpretam como uma tentativa de construir uma “tese da ignorância” insustentável. Em contrapartida, a mesma Adriana escreveu em outra parte: “Eu sabia que existia”, o que é visto como uma confissão implícita.
As anotações também revelam um clima de apreensão por parte de Adriana Prado, que demonstrava temor por sua integridade física, escrevendo “atentando a minha vida e integridade física”. A polícia interpreta esses relatos como sinais de que a investigada se sentia encurralada diante do avanço das apurações.
Para os investigadores, o caderno e outros documentos apreendidos na residência de Rita de Cássia Adriana Prado são suficientes para configurar que ela era uma peça central em uma “associação criminosa” dedicada à exploração indevida de camarotes. A estrutura detalhada no caderno sugere uma organização com divisão de tarefas e lucros definidos, visando o benefício próprio em detrimento do São Paulo.
O Que Dizem as Partes e as Renúncias Após o Escândalo
Procurada, a Polícia Civil limitou-se a informar que “o caso é investigado, sob sigilo, pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Diligências estão em andamento visando ao esclarecimento dos fatos”. Os advogados de Douglas Schwartzmann criticaram o que chamaram de “vazamento seletivo de documentos tirados de contexto” e anunciaram medidas judiciais para apurar a origem das informações sigilosas.
A investigação aponta que, em um áudio divulgado, Douglas Schwartzmann teria dito: “Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem”. Ele também teria mencionado que Marcio Carlomagno foi o responsável por ceder o espaço para Mara Casares, alertando para as consequências que isso traria para a vida de Mara e Julio Casares no clube, visto que Mara é ex-mulher de Julio.
O escândalo culminou na saída de todos os envolvidos do São Paulo. Mara Casares e Douglas Schwartzmann renunciaram aos seus cargos de diretoria logo após a divulgação do áudio. No início de 2026, Marcio Carlomagno foi demitido, após o impeachment e renúncia de Julio Casares.
O Ministério Público já havia solicitado a abertura de um inquérito policial no ano passado para investigar a exploração ilegal de camarotes no Morumbi. A Polícia Civil acatou o pedido e, em força-tarefa com o MP, intensificou as apurações. Há indícios de que a exploração irregular ocorria desde 2026, mas as investigações continuam com oitivas de envolvidos e testemunhas.
Este caso ressalta a importância da transparência e da boa governança no futebol, temas que abordamos em outros artigos. Para aprofundar, entenda a urgência do Corinthians em se fortalecer para evitar desastres. Em outro contexto, analisamos os desafios do Cruzeiro na Libertadores contra gigantes sul-americanos. Saiba mais sobre os rivais do Galo na Sul-Americana. E descubra se Vitinho se tornará o novo talismã do Fortaleza.
A investigação sobre a Polícia vê associação criminosa no São Paulo e põe aliado de Casares no centro de fraude em camarotes segue em andamento, com o objetivo de esclarecer todos os fatos e responsabilizar os envolvidos.

