Campanha frustrante no Paulistão
A temporada de 2024 para a Ponte Preta no Campeonato Paulista está longe de ser inspiradora. Após cinco rodadas, o time figura na lanterna da competição, com um histórico de quatro derrotas e apenas um empate. O cenário atual contrasta drasticamente com o drama e a superação vividos em 2025, e a sensação é de um clube que luta para reagir, mas se vê constantemente puxado de volta para a zona de perigo.
Quebra de jejum com sabor amargo
O empate em 2 a 2 contra o Noroeste, no Moisés Lucarelli, marcou o fim de um jejum de mais de 400 minutos sem gols. Apesar de balançar as redes duas vezes, a equipe deixou o campo com a percepção de que pouco mudou em sua situação delicada. A chegada de reforços como Cristiano, Tárick, Lucas Cunha, Vitor Pernambuco e David Braz trouxe algum alívio e consistência, mas a conta ainda não fecha. A dependência de jovens atletas, lançados às pressas em um cenário de pressão, evidencia as limitações do elenco.
Divisão e protestos nas arquibancadas
O momento turbulento se reflete nas arquibancadas. Aplausos para quem demonstra empenho se misturam ao silêncio de torcedores que já não enxergam saída. A revolta explícita se manifesta em protestos direcionados à diretoria, apontada como principal responsável pelo colapso do clube. Restam três jogos para a Ponte Preta tentar escapar da degola, e a primeira e mais crucial missão é o dérbi contra o Guarani.
Sobrevivência ou colapso no clássico
O clássico contra o rival Guarani se apresenta como um divisor de águas. A Ponte Preta precisa decidir se o confronto será mais um fardo a carregar ou a rara oportunidade de mudar o roteiro trágico que se desenha. Assim como o personagem John Coffey em “À Espera de um Milagre”, a Macaca parece um prisioneiro aguardando algo extraordinário para escapar do corredor da morte. A matemática ainda permite sonhar, e o imponderável do futebol pode trazer surpresas, mas os erros fora de campo têm se transformado em tropeços dentro dele. No próximo sábado, não haverá espaço para espera; a resposta precisa ser imediata, pois o tempo já não joga a favor da Ponte.

