Cariocas no topo dos torneios de base
O ano de 2025 tem sido marcado por um domínio expressivo dos clubes cariocas nas competições de base do futebol feminino. O Flamengo conquistou sua segunda Copinha São Paulo Feminina, enquanto o Botafogo levantou a taça do Campeonato Brasileiro Sub-20. O Fluminense, campeão da Copinha no ano anterior, também se soma a esse cenário de sucesso, evidenciando uma força crescente do Rio de Janeiro nas categorias inferiores.
Evolução e investimento como chaves do sucesso
Técnicas das seleções brasileiras Sub-17 e Sub-20, Rilany e Camilla Orlando, observam de perto essa ascensão. Ambas destacam a forma como o Rio de Janeiro conseguiu potencializar suas categorias de base, enquanto outros estados focavam mais no profissional. “Acredito que o Rio de Janeiro conseguiu potencializar as categorias de base, enquanto outros estados estavam muito focados no profissional. Agora, temos que ir fazendo essa transição, é desafiador. Acho que, com isso, os cariocas levaram vantagem”, afirma Camilla Orlando. Rilany complementa, ressaltando a conexão com o futebol de rua carioca como um diferencial atrativo.
Flamengo aposta forte na base
O Flamengo, em particular, tem investido significativamente em suas categorias de base. Apesar de uma polêmica em 2024 sobre o encerramento da categoria Sub-17, o clube reformulou seu planejamento, focando em uma captação maior e um desenvolvimento aprimorado para o Sub-20. André Rocha, gerente de futebol feminino do Flamengo, garante que a prioridade é investir boa parte dos recursos na base para que as atletas cheguem à equipe principal com qualidade e desenvolvimento adequado. O clube, inclusive, recebe auxílio da CBF para este fim.
Cenário profissional ainda em construção
Embora as categorias de base demonstrem um crescimento notável, o cenário do futebol feminino profissional no Rio de Janeiro ainda apresenta desafios. Nesta temporada de 2025, apenas o Flamengo se classificou para o mata-mata do Brasileirão Feminino. Fluminense, Botafogo e Vasco ainda buscam consolidar suas posições nas divisões principais. No entanto, o desempenho crescente dos times de base sugere um futuro promissor para o futebol feminino carioca.

