Para o Flamengo, a Copa Intercontinental segue com um desafio de peso. Após superar o Cruz Azul, do México, o Rubro-Negro agora se prepara para enfrentar o Pyramids, uma das equipes mais promissoras do cenário egípcio.
O confronto, marcado para sábado, dia 13, às 14h (de Brasília), colocará à prova a força do time carioca contra um adversário que vive grande fase e sonha alto na competição.
O Pyramids não é um time qualquer, destacando-se não apenas por seu desempenho em campo, mas também por curiosidades em seu elenco e um passado de investimentos milionários, conforme informações da ESPN.
O Caminho do Pyramids até a Semifinal
A jornada do Pyramids na Copa Intercontinental demonstra a capacidade do time em fases eliminatórias. Na primeira fase, a equipe egípcia superou o Auckland City com uma vitória contundente de 3 a 0, mostrando desde cedo sua força ofensiva.
Em seguida, na fase seguinte, o desafio foi ainda maior contra o Al Ahli, mas o Pyramids conseguiu mais um triunfo, vencendo por 3 a 1. Essas vitórias garantiram a vaga na semifinal, onde agora enfrentará o Flamengo em um dos jogos mais esperados do torneio.
A Boa Fase e o Desempenho no Campeonato Egípcio
O Pyramids vive um excelente momento nesta temporada. No Campeonato Egípcio, a equipe ocupa a segunda posição, estando a apenas dois pontos do líder. Essa performance no cenário nacional reflete a consistência e a qualidade do elenco.
A fase atual do Pyramids é ainda mais impressionante quando se observa sua invencibilidade de cinco partidas. A última derrota do time aconteceu em 5 de novembro, por 2 a 1, contra o Ceramica Cleopatra, na disputa pelo terceiro lugar da Supercopa do Egito, o que evidencia a dificuldade de ser batido.
Os “Brasileiros” do Pyramids: Zico, Dunga e Ewerton
Uma das curiosidades mais interessantes sobre o rival do Flamengo é a presença de jogadores com apelidos que remetem a ícones do futebol brasileiro. O atacante Mostafa Mohamed Zaki Abdelraouf, de 28 anos e camisa 30, é conhecido como “Zico” e já marcou um dos gols na vitória sobre o Auckland City.
Da mesma forma, o volante Mahmoud Abdelaati, de 32 anos, é chamado de “Dunga”, em homenagem ao ex-capitão da Seleção Brasileira. Ambos são egípcios e carregam esses apelidos, mostrando a influência do futebol brasileiro. Além deles, o Pyramids conta com um atacante brasileiro de fato, Ewerton, que chegou ao clube em julho deste ano.
Um Histórico de Investimentos e Nomes Conhecidos
O Pyramids não é novato em grandes investimentos. Em 2018, o clube foi comprado pelo saudita Turki Al-Sheikh, que tinha planos ambiciosos de injetar capital no esporte e transformar a equipe em uma potência. Essa fase marcou a chegada de jogadores brasileiros de alto nível.
Naquele período, o atacante Keno, então no Palmeiras, foi vendido ao Pyramids por US$ 10 milhões, o equivalente a mais de R$ 37 milhões na cotação da época. Outros nomes como Ribamar, Carlos Eduardo e Arthur Caíke também integraram o elenco, que chegou a ser comandado pelo técnico brasileiro Alberto Valentim, evidenciando a busca por talentos e uma estrutura de ponta para o futebol egípcio.
Agora, na semifinal da Copa Intercontinental, o Pyramids vive o sonho de alcançar a grande final da competição. O objetivo é desafiar o PSG, atual campeão da UEFA Champions League, que já tem vaga garantida diretamente na decisão do torneio, marcada para 17 de dezembro.

