Rebeca Lima projeta decisão no UFC BJJ: "Mudança de vida"
Quando falamos sobre Rebeca Lima projeta decisão no UFC BJJ: "Mudança de vida", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A atleta Rebeca Lima está prestes a viver um divisor de águas em sua carreira no jiu-jitsu. A brasileira, já reconhecida por suas seis coroas mundiais pela IBJJF, se prepara para disputar o cinturão peso-pena do UFC BJJ. A luta, que representa um marco significativo, é vista por Rebeca como uma verdadeira “mudança de vida”. Sua trajetória no cenário competitivo, embora ainda em seus primeiros capítulos no UFC BJJ, já a credencia como uma forte candidata ao título.
Inicialmente, a campeã Aurélie Le Vern defenderia seu cinturão contra Brianna Ste-Marie. No entanto, uma lesão da canadense abriu caminho para a entrada de Rebeca no card principal. A decisão do Ultimate em escalar a brasileira não surpreende aqueles que acompanham o jiu-jitsu de alto rendimento, dada a sua força e ambição.
O Início de uma Trajetória Vitoriosa
Nascida na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro, Rebeca Lima iniciou sua jornada no jiu-jitsu aos nove anos, impulsionada por um projeto social em uma igreja local. A recomendação de seu primo, Lucas, para canalizar sua energia inquieta no tatame, deu o pontapé inicial em sua carreira. Sua paixão pelo esporte floresceu rapidamente, culminando em um momento decisivo logo em seus primeiros dias na academia.
“No segundo dia de treino, o mestre estava escalando quem ia lutar o Campeonato Brasileiro da CBJJO na época. Eu nem sabia o que estava acontecendo, mas levantei a mão. Ele falou ‘você não vai agora, mas vamos esperar mais uma semaninha, mais duas semanas, que eu posso te colocar para lutar no infantil’. Era o meu segundo dia na academia, e foi assim que começou a minha jornada”, relembra Rebeca.
A atleta nutre uma admiração profunda pelo MMA, tendo crescido acompanhando o auge de Ronda Rousey. A ex-judoca é uma inspiração constante, moldando a visão de Rebeca sobre o esporte e suas possibilidades. Para aprofundar sobre outras atletas que transcendem modalidades, confira também nosso artigo sobre Cris Cyborg e seu audacioso desafio no boxe.
A Conquista do Sonho e a Transição para o No-Gi
A disputa pelo cinturão do UFC BJJ transcende a ambição pelo título. Representa a materialização de um sonho de infância, alimentado pela admiração por ícones como Ronda Rousey. “Essa disputa de cinturão não significa só o título pra mim, tem toda uma história por trás. Eu sempre sonhei em lutar no UFC por ser muito fã da Ronda e para mim significa muito. Eu vim do Rio, lutar o UFC BJJ é uma mudança de vida e eu estou mudando a minha vida através do jiu-jitsu”, declara Rebeca com emoção.
A evolução do jiu-jitsu e o trabalho do UFC BJJ no esporte são motivos de grande satisfação para a atleta. “Quem faz jiu-jitsu há muito tempo consegue ver essa evolução e o que a organização tem feito pelo esporte, então pra mim é um sentimento muito gratificante”, completa.
A transição do jiu-jitsu com kimono para o no-gi apresentou desafios inesperados. Uma experiência frustrante em um Pan-Americano, após uma longa recuperação de ruptura de LCA, quase a fez desistir da modalidade. Contudo, o sucesso no mundial de no-gi foi o ponto de virada, colocando seu nome no radar do UFC BJJ. Saiba mais sobre outras batalhas por cinturão e confira a disputa de cinturão entre Patrício Pitbull e Aaron Pico no UFC 327.
“Eu sempre treinei a minha vida toda, são 14 anos de jiu-jitsu, 13 só de quimono. Quando eu fiquei um bom período sem treinar, muita coisa amadureceu na minha cabeça. Comecei a treinar no-gi de verdade no ano passado, mas ainda conciliava um pouco com o quimono. Lutei o panamericano, tomei uma coça horrível na primeira luta e isso criou uma vontade dentro de mim enorme de vencer. Foi aí que eu comecei a realmente focar 100% no no-gi, fui finalista no meu primeiro campeonato mundial na faixa preta e acabei chamando a atenção do UFC BJJ”, relata.
Preparação e Respeito pela Adversária
Durante sua preparação para competições internacionais, Rebeca treina em Midland, Texas, buscando seguir os passos de outras campeãs do UFC BJJ que também se desenvolvem na região. A atleta compartilha inspiração com outros lutadores, como visto na notícia sobre uma campeã do UFC BJJ que surpreendeu ao derrubar Merab Dvalishvili em treino.
Apesar de já ter vencido Aurélie Le Vern em duas ocasiões anteriores, Rebeca não subestima a atual campeã. “Eu não penso nessa luta como uma luta fácil porque eu ganhei dela duas vezes. O jogo dela é muito forte, ela gosta de dominar a luta por cima, começar a luta impondo o ritmo dela e para essa vez, agora de faixa preta, eu não espero nada diferente”, analisa.
Rebeca expressa admiração pela sua oponente: “Ela é uma pessoa que eu admiro como atleta, a gente vem nessa trajetória (do quimono para o UFC BJJ), eu sei que ela é uma ótima atleta o quão boa ela é. Os resultados dela falam por si”. No entanto, a confiança em seu próprio jogo é palpável: “mas eu estou confiante no meu jogo, no que eu tenho que fazer e focada em mim, então se Deus permiti eu vou levar a melhor e conseguir o cinturão para o Brasil”.
A luta pelo cinturão peso-pena é um dos destaques do UFC BJJ 7, que contará com outras duas defesas de título. Vagner Rocha enfrentará Andrew Tackett pelo peso-meio-médio, e o confronto brasileiro entre Carlos Henrique e Lucas Valente definirá o novo campeão peso-leve. Para saber mais sobre o percurso de Valente, leia sobre a busca de Lucas Valente pelo cinturão peso-leve do UFC BJJ.
Card Completo do UFC BJJ 7
O evento, que acontece em Las Vegas, promete fortes emoções com um card repleto de talentos:
- Peso-meio-médio (77,1kg): Andrew Tackett vs. Vagner Rocha (disputa de cinturão)
- Peso-pena (65,7kg): Rebeca Lima vs. Aurélie Le Vern (disputa de cinturão)
- Peso-leve (70,3kg): Carlos Henrique vs. Lucas Valente (disputa de cinturão)
- Peso-mosca (56,7kg): Adele Fornarino vs. Alex Enriquez
- Peso-meio-médio (77,1kg): Renato Canuto vs. Yonathan Cardenas
- Peso-pena (65,7kg): Raphael Ferreira vs. Kenzo Biyong
- Peso-pena (65,7kg): Rana Willink vs. Carol Joia
A noite de lutas tem início marcado para as 21h (horário de Brasília) do dia 2 de abril de 2026. O Combate transmitirá o evento na íntegra, com os dois primeiros duelos disponíveis no YouTube do Combate e no Combate.com. A expectativa é de um espetáculo à altura das carreiras dos atletas envolvidos, com Rebeca Lima focada em realizar o sonho de conquistar o cinturão e, consequentemente, transformar sua vida.

