Vasco Estreia em Casa com Reforma Pendente
O Club de Regatas Vasco da Gama dará início à sua campanha como mandante no Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira, recebendo a Chapecoense em São Januário. Pelo segundo ano consecutivo, o clube inicia a competição com a expectativa de ver as obras de revitalização do estádio avançarem, mas a realidade é de adiamento e indefinição.
SOD Capital e a Opção de Compra Não Exercida
A continuidade das obras em São Januário está diretamente atrelada à venda do potencial construtivo do clube. A SOD Capital, empresa que detém a opção de exclusividade para a compra deste potencial até o dia 12 de fevereiro, demonstrou interesse inicial, com uma proposta superior a R$ 500 milhões, visando a utilização do espaço em um terreno na Barra da Tijuca. No entanto, as sinalizações internas na diretoria vascaína indicam uma crescente descrença na concretização do negócio por parte da construtora. Este é o terceiro prazo que o Vasco estende para a SOD Capital, evidenciando a complexidade e a demora na negociação.
Prefeitura do Rio e a Busca por Novos Investidores
Diante da incerteza com a SOD Capital, a diretoria do Vasco tem intensificado reuniões semanais com investidores, construtoras e representantes políticos. Na última reunião, a presença de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, marcou um novo capítulo na busca por uma solução. Insatisfeito com a lentidão do processo, Paes se empenhou em atrair novas empresas para o projeto. O vereador Pedro Duarte confirmou o movimento, afirmando que o prefeito convidou grandes construtoras com capacidade de executar o projeto. Essas empresas demonstraram interesse em adquirir o potencial construtivo, com algumas já em negociação avançada, o que poderá impulsionar o processo após o fim da preferência da SOD Capital.
Um Projeto de R$ 800 Milhões e a Busca por Sustentabilidade
Embora a porta para a SOD Capital não esteja totalmente fechada, o Vasco vê a reunião com outras empresas como uma estratégia para posicionar o potencial construtivo no mercado e, simultaneamente, pressionar a empresa atual a tomar uma decisão. Com o apoio da prefeitura e a anuência do presidente Pedrinho, executivos cariocas apresentaram o projeto a diversas construtoras e gestoras de investimento, deixando claro que, a partir de 13 de fevereiro, o potencial construtivo estará livre no mercado. O orçamento para a revitalização de São Januário agora gira em torno de R$ 800 milhões, um aumento considerável em relação aos R$ 500 milhões iniciais, justificado pela correção dos custos da construção civil. A principal expectativa de receita para complementar o orçamento é a venda dos naming rights do estádio, embora outras fontes de captação não sejam descartadas. A diretoria não estabelece uma previsão para o início das obras, mas já considera improvável que comecem no primeiro semestre de 2026, aguardando os próximos passos na negociação do potencial construtivo.
Entendendo o Potencial Construtivo
O potencial construtivo refere-se à quantidade de área que pode ser construída em um determinado terreno, respeitando as leis de zoneamento e o plano diretor da cidade. O terreno de São Januário, por ser extenso, possui um grande potencial construtivo. No entanto, a estrutura do estádio não utiliza toda essa capacidade. A negociação com a prefeitura visa permitir que o Vasco transfira esse potencial de construção para outro local, liberando o espaço atual para futuras negociações e a tão esperada modernização de seu estádio.

