O ano do centenário do Flamengo foi marcado por polêmicas, e um dos episódios mais comentados foi a suposta agressão do atacante Romário ao jovem Sávio durante uma excursão ao Japão, em agosto de 1995. O caso, que envolveu a família do jogador e até o nome de Zico, ganhou destaque na série “1995 – No tempo dos bad boys”, do SporTV e Globoplay.
A discussão em campo e o “chutinho” de Romário
Durante um amistoso contra o Kashima Reysol, no Japão, Romário reclamou de um passe errado de Sávio, que na época era o camisa 11 do Flamengo. Segundo relatos, o “Baixinho” foi para cima do companheiro de equipe de forma ríspida. O então técnico do Flamengo, Edinho, parceiro de futevôlei de Romário, minimiza o ocorrido, mas descreve que o atacante deu um “chutinho” em Sávio após uma discussão acalorada.
Repercussão e desmentidos: A família de Sávio envolvida
A imprensa da época explorou intensamente o suposto incidente. Jornais estamparam a confusão em suas manchetes, e o caso chegou a ser noticiado na “Coluna do Swann”, assinada pelo jornalista Ricardo Boechat. Sávio, por sua vez, negou veementemente a agressão, classificando-a como uma “discussão no jogo”. A repercussão foi tamanha que ligaram para seus pais, no Espírito Santo, para saber sobre o ocorrido.
O papel de Zico e o “telefone sem fio”
Um detalhe curioso da história é o envolvimento indireto de Zico. Após a partida, Sávio ligou para sua esposa, mas quem atendeu foi o sogro. O pai de sua esposa tentou falar com Zico para intervir, mas quem atendeu a ligação foi Raul Quadros, assessor de imprensa do “Galinho”. Quadros foi acusado pelo Flamengo de vazar a informação para a imprensa, mas negou as acusações, afirmando que apenas atendeu o sogro de Sávio.
Edinho e a dificuldade em controlar as estrelas
Edinho, que retornava ao Flamengo como técnico, admitiu em entrevista que teve dificuldades em controlar as estrelas do time, especialmente Romário, que contava com seguranças particulares. A presença constante desses seguranças nos treinamentos e a dificuldade em saber se Romário compareceria às atividades deixaram o treinador frustrado e inseguro. Edinho ficou menos de dois meses no comando do time, acumulando um retrospecto de apenas uma vitória, um empate e três derrotas em cinco jogos oficiais, o que culminou em sua demissão.

