1. Início invicto e sequência histórica
O ano de 2025 começou para o Vitória em um ritmo promissor. Com base na arrancada final de 2024, a equipe contabilizou uma sequência invicta de 22 jogos, a segunda maior de sua história. Essa série compreendeu confrontos válidos pela Série A, Copa do Nordeste e Campeonato Baiano, demonstrando o bom momento do Rubro-Negro até ser interrompida em março com derrota para o Náutico pela Copa do Brasil.
2. Despedidas conturbadas e eliminações precoces
Dois pilares da campanha de 2024, Wagner Leonardo e Lucas Esteves deixaram o clube em meio a episódios difíceis. Wagner, zagueiro e capitão, foi vendido e enfrentou vaias no retorno ao Barradão, enquanto Lucas entrou na Justiça contra o clube por questões envolvendo multa rescisória. No campo, o Vitória sofreu eliminações antecipadas em várias competições: caiu na segunda fase da Copa do Brasil para o Náutico, não avançou na Copa Sul-Americana após derrota decisiva para o Universidad de Quito, e foi eliminado nas quartas de final da Copa do Nordeste pelo Confiança, resultado que precipitou a demissão do treinador Thiago Carpini. No estadual, terminou como vice-campeão após empate contra o Bahia no Barradão.
3. Reformas e mudanças técnicas
Em agosto, o Vitória anunciou o ambicioso projeto Arena Barradão, com reforma que aumentará a capacidade do estádio em 32%, passando de 30.793 para 40.597 lugares. O investimento inicial de R$ 405 milhões, realizado em parceria com o consórcio SD Arenas, prevê a conclusão para o primeiro semestre de 2029, aguardando aprovação dos conselhos Fiscal e Deliberativo.
Já no comando técnico, o clube teve quatro treinadores ao longo da temporada: Thiago Carpini, Fábio Carille e Rodrigo Chagas foram substituídos até a chegada de Jair Ventura, em setembro, que permaneceu até o fim do ano. Com isso, o Vitória foi a equipe que mais trocou de treinador na Série A de 2025.
4. Contratações, reação e manutenção na Série A
Uma das contratações mais aguardadas foi a do atacante Romarinho, anunciada com bastante alarde, incluindo um tour pela cidade de Salvador e enquete para escolha da camisa, que ficou com o número 7, em homenagem a Bebeto. Porém, sua passagem foi breve: participou de apenas cinco jogos sem marcar gols, e rescindiu amigavelmente seu contrato por motivos pessoais.
Foi sob o comando de Jair Ventura que o Vitória encontrou fôlego para a reação essencial. O clube conquistou sete das suas 11 vitórias no Campeonato Brasileiro nas últimas 14 rodadas, tornando-se a sexta melhor equipe nesse período e somando 54,8% dos pontos. A permanência na Série A foi confirmada com a vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo no Barradão e resultados favoráveis de outros times concorrentes.
Encerrada a temporada em campo, o clube realizou eleições que reelegeram Fábio Mota com 85,95% dos votos para mais um mandato entre 2026 e 2028. Sob sua gestão desde 2021, ele será o presidente com mandato mais longo do Vitória no século XXI.

