Atuação burocrática e falta de criatividade marcam clássico na Vila Belmiro
O São Paulo apresentou uma performance burocrática em seu segundo clássico consecutivo contra o Santos, desta vez pelo Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro. Após a vitória por 2 a 0 no Morumbi pelo Paulistão, o Tricolor não conseguiu impor seu ritmo e foi superado pelo rival, que vive um momento de crise. Mesmo atuando fora de casa, a equipe paulista tinha condições de se destacar, mas demonstrou respeito excessivo ao adversário, sendo castigada com um gol sofrido no final do primeiro tempo.
Transição lenta e dificuldades com a bola nos pés comprometem o desempenho
A principal dificuldade do São Paulo na primeira etapa foi a transição da defesa para o ataque. O time abusava de lançamentos longos, facilitando os cortes da defesa santista. Apesar de escalar a maioria de seus titulares, a ausência do trio Danielzinho, Bobadilla e Marcos Antônio no meio-campo, com Pablo Maia entrando em seu lugar, pareceu afetar a fluidez com a bola. Embora a marcação tenha funcionado bem, a equipe sofreu com a posse e a construção de jogadas.
Gol sofrido e reação tardia com mudanças no segundo tempo
Um vacilo da zaga e do goleiro Rafael resultou no gol do Santos no final do primeiro tempo, um placar que não refletia o desempenho das equipes, que pouco criaram. O segundo tempo começou sem alterações, e o futebol do Tricolor não mudou significativamente. A melhora só veio com a entrada de Lucas, Marcos Antônio e Luciano, que finalmente fizeram o São Paulo se impor em campo. Essa pressão resultou no empate rápido, mas a intensidade não se manteve.
Falta de fôlego e decepção com ponto ganho fora de casa
Nos minutos finais, o São Paulo perdeu fôlego e a capacidade de manter a pressão. As chances criadas diminuíram, e a equipe viu o clássico esfriar. O Tricolor retornou para casa com apenas um ponto e a frustração de não ter explorado melhor a fragilidade do rival. A atuação deixou a sensação de que o empate foi um resultado ruim, especialmente considerando o potencial da equipe e a oportunidade perdida de se impor em um momento delicado do adversário.

