Realidades opostas marcam confronto decisivo
A Supercopa do Brasil, que coloca frente a frente Corinthians e Flamengo neste domingo, às 16h (horário de Brasília), no Mané Garrincha, em Brasília, é mais do que uma disputa por título. O confronto expõe duas realidades financeiras drasticamente distintas no futebol brasileiro. De um lado, o Flamengo ostenta a contratação mais cara da história do futebol nacional, o meia Lucas Paquetá, por 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 260 milhões). Do outro, o Corinthians patina para reforçar seu elenco, limitando-se a apostas em jogadores sem custos ou empréstimos de baixo valor.
Corinthians adota cautela e busca alternativas no mercado
A diretoria corintiana admitiu abertamente que não fará “loucuras” na janela de transferências. A dificuldade em fechar negociações, como a do volante Alisson do São Paulo, que esbarrou em entraves financeiros e na falta de retorno esportivo imediato, evidencia a situação delicada. Os reforços até o momento foram Gabriel Paulista e Pedro Milans, ambos em fim de contrato, e Matheus Pereira e Kaio César, que chegaram por empréstimo com custos reduzidos. A prioridade é manter os pés no chão e não comprometer as finanças do clube.
Flamengo reforça poderio com investimentos vultosos
O cenário para o Flamengo é completamente diferente. Além de Paquetá, o clube carioca investiu cerca de 10 milhões de euros (R$ 65 milhões) na contratação do zagueiro Vitão e 1,5 milhão de euros (R$ 9,4 milhões) pelo goleiro Andrew. O elenco rubro-negro, já recheado de estrelas, se fortaleceu ainda mais, demonstrando a capacidade de investimento que o coloca em outra prateleira financeira.
Premiação da Supercopa pode aliviar cofres, mas não apaga as diferenças
A premiação da Supercopa oferece um atrativo financeiro: o campeão receberá cerca de R$ 11,5 milhões, enquanto o vice ficará com R$ 6,35 milhões. Embora esses valores possam trazer um alívio pontual para os cofres, a diferença estrutural entre os clubes permanece evidente. A disputa em campo promete ser acirrada, mas a realidade financeira fora dele já desenha cenários distintos para o futuro de Corinthians e Flamengo.

