O Significado por Trás da Escolha
Aos 18 anos, Lucca se consolidou como uma das promessas do São Paulo em 2024. O atacante, formado nas categorias de base do clube, encerra a temporada com dez jogos pela equipe profissional e um gol marcado. O feito mais notável, no entanto, aconteceu em maio, quando ele se tornou o jogador mais jovem a balançar as redes pelo Tricolor Paulista na Copa Libertadores da América. Esse gol não apenas garantiu a classificação para as oitavas de final, mas também selou o destino da numeração de sua camisa para os próximos anos.
Da Camisa 45 ao Símbolo de Sorte
Dono da camisa 45 nesta temporada, Lucca herdou o número de forma inesperada. A numeração ficou disponível após as escolhas dos demais jogadores para a estreia do ano, em um jogo contra o Botafogo-SP pelo Paulistão, onde ele iniciou no banco de reservas. Contudo, o gol decisivo contra o Libertad-PAR, em uma noite que ele descreve como a mais marcante de sua curta carreira, transformou a camisa 45 em um amuleto. Por superstição e pelo desejo de criar uma forte identificação com o número que o consagrou, Lucca já decidiu que manterá a numeração em 2026, acreditando que mexer em algo que deu certo seria arriscar a boa sorte.
Oportunidades e Futuro no Tricolor
Com as recentes saídas de jogadores importantes do elenco, o São Paulo terá alguns números de camisa vagos para a próxima temporada, incluindo o 16 (anteriormente de Luiz Gustavo), o 77 (de Rigoni) e o 19 (de Dinenno). Essa movimentação de elenco poderia abrir portas para Lucca assumir uma numeração mais tradicional ou cobiçada. No entanto, a decisão do jovem atacante demonstra uma maturidade incomum e uma crença forte em seus próprios rituais e em manter a conexão com os momentos que definiram seu início de trajetória profissional.
Um Início de Carreira Promissor
O desempenho de Lucca em 2024 vai além do gol na Libertadores. Sua participação ativa em dez partidas demonstra a confiança da comissão técnica em seu potencial. A escolha de manter a camisa 45 em 2026 não é apenas um ato de superstição, mas também um reflexo do desejo de construir uma identidade sólida no clube, associando seu nome e seu talento a um número que já carrega um significado especial em sua carreira.

