Palmeiras mira sucesso na Copinha com nova geração e reforço do Flamengo
Após revelar talentos como Endrick, Estêvão e Luis Guilherme, o Palmeiras se prepara para a Copinha de 2026 com uma equipe sub-20 em fase de transição. O técnico Lucas Andrade, em seu terceiro ano no comando, destaca a chegada do atacante Felipe Teresa, de 20 anos, vindo do Flamengo, como um movimento importante para trazer experiência ao elenco. “Acreditamos que pode contribuir muito com experiência, no que diz respeito a conquistas, oportunidades”, afirmou Andrade em entrevista ao ge.
A nova geração é descrita como “jovem” e “em transição”, com a necessidade de dar tempo para que os jogadores alcancem o mesmo protagonismo dos antecessores. A estreia da equipe na Copinha será contra o Monte Roraima-RR, nesta segunda-feira (6), às 19h30. O treinador ressaltou que, apesar das mudanças, a base do Palmeiras é sólida e oferecerá oportunidades para os atletas se provarem.
Jovens talentos em destaque e adaptação ao novo calendário
Entre os 30 inscritos para a Copinha, além de Felipe Teresa, o Palmeiras conta com o atacante Eduardo Conceição, de 16 anos, que marcou 12 gols pelo sub-17 em 2023. O treinador também apontou três jogadores que merecem atenção especial do torcedor: o lateral-esquerdo Arthur, o meio-campista Rafael Coutinho e o atacante Heittor. “Arthur é um lateral-esquerdo de grandíssimo talento, uma raridade pela capacidade técnica”, elogiou Andrade, destacando também a inteligência de jogo de Coutinho e a superação de lesões de Heittor.
A Copinha de 2026 traz mudanças no regulamento para se adequar ao novo calendário do futebol brasileiro, que prevê Estaduais e o Brasileirão de forma simultânea no início do ano. Essa alteração impacta a lista de inscritos dos clubes, que inicialmente podiam registrar 40 atletas, com cortes posteriores. No Palmeiras, a definição da lista ocorreu em conjunto com o departamento profissional, considerando jogadores que poderiam ser aproveitados na equipe principal.
Influências e desafios na formação de jogadores
Lucas Andrade revelou suas principais influências técnicas, citando Abel Ferreira como referência no clube e no cenário nacional, pela identificação com o Palmeiras e a longevidade de seu trabalho. Internacionalmente, ele admira o trabalho de Pep Guardiola. No Brasil, Fernando Diniz também é mencionado por “quebrar uma corrente de uma forma de jogar”. O treinador também destacou a importância de profissionais como Guanaes, que realizou um “trabalho gigantesco” e demonstra a capacidade de formação no país.
O técnico reconhece que não é sempre que o Palmeiras conseguirá produzir talentos em grande escala como nas últimas gerações, mas enfatiza que o clube segue formando jogadores de grande valor esportivo e financeiro. O maior desafio na formação, segundo Andrade, é lidar com a ansiedade e o imediatismo da geração atual, influenciada pelas mídias sociais. “Dosar o tempo e conscientizá-los disso é nosso grande papel”, disse.
Carreira e objetivos: ambientes férteis para o sucesso
Andrade compartilhou sua trajetória, que inclui passagens pelo futebol feminino e universitário, e ressaltou a importância de trabalhar em alto nível. Ele lamentou a falta de preocupação com a formação de treinadores de base no Brasil e citou Arthur Elias como uma inspiração inicial em sua carreira. Seus objetivos pessoais incluem participar de projetos sólidos, com condições de trabalho a médio prazo, como os oferecidos por clubes com modelos de negócio inovadores.
O sonho de chegar ao profissional do Palmeiras é claro, mas Andrade também entende que a transição pode ocorrer fora do clube. “O mais importante é encontrar ambientes que sejam férteis para o sucesso e não ambientes feitos e preparados para o fracasso”, concluiu, referindo-se à dificuldade que muitos jovens treinadores enfrentam em seus primeiros passos na carreira.

