Treinador explica motivo de protesto e reforça a luta contra decisões arbitrárias na final contra Marrocos
Após a emocionante final da Copa Africana de Nações, que terminou com o Senegal conquistando seu bicampeonato, o técnico da seleção senegalesa, Pape Thiaw, revelou os motivos que o levaram a deixar o campo no segundo tempo do jogo, protagonizando um momento de protesto silencioso em meio às controvérsias do árbitro. Thiaw afirmou que a equipe foi alvo de injustiças e que sua atitude foi uma tentativa de proteger seus jogadores.
Contexto da partida e decisões polêmicas
A final foi marcada por confusões e decisões arbitrais que geraram revolta na equipe senegalesa. No segundo tempo, um gol de Seck foi anulado por falta de Hakimi, o que gerou polêmica e aumentou a pressão sobre os árbitros. Poucos minutos antes do fim, a arbitragem marcou pênalti para Marrocos após consulta ao VAR, transformando a situação em um momento de grande insatisfação por parte do time africano.
Protesto e retorno ao campo
Após a marcação do pênalti, o técnico Thiaw orientou seus jogadores a deixarem o campo em sinal de protesto contra o que considerava uma injustiça. No entanto, os jogadores retornaram ao gramado após um pedido de Sadio Mané, buscando manter o foco na busca pelo título. O pênalti convertido por Díz colocou Marrocos na frente, mas o Senegal reagiu na prorrogação, com gols de Gueye e Gueye, garantindo a vitória e o bicampeonato.
Palavras do técnico e consequências
Thiaw declarou que sua ação foi uma resposta emocional às decisões injustas da arbitragem e destacou a importância do apoio do governo e da federação. Ele ainda agradeceu aos jogadores e familiares pelo esforço, lembrando-se de sua mãe, que já faleceu, e reafirmando seu compromisso com o esporte. Segundo regulamento, o Senegal será multado em valores que variam de 50 mil a 100 mil euros, enquanto a federação de Marrocos já anunciou que buscará ações legais contra a equipe senegalesa por sua desistência na final.

