Críticas às restrições financeiras
John Textor, proprietário da SAF do Botafogo e acionista majoritário do Lyon, voltou a criticar as sanções impostas pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) ao clube francês. Apesar de o Lyon ter sido liberado para novas contratações, o clube ainda opera com um teto salarial limitado. Textor expressou sua insatisfação com as restrições, sugerindo que elas impedem o time de atingir seu potencial máximo.
Comparação com o Botafogo
Em entrevista à Rádio RMC Sport, Textor fez uma comparação contundente entre o elenco do Lyon e o do Botafogo. Ele afirmou que metade dos jogadores que venceram o Paris Saint-Germain (PSG) com o Botafogo, na Copa do Mundo de Clubes, estariam dispostos a jogar pelo Lyon, mas não podem devido às limitações impostas pela DNCG. Textor classificou a decisão do órgão como de natureza esportiva, e não meramente financeira.
Saída da presidência do Lyon
O empresário americano também comentou seu afastamento da presidência do Lyon em julho, um movimento que ele atribuiu à necessidade de melhorar a governança e o relacionamento com a DNCG. Textor explicou que sua abordagem mais disruptiva não era ideal para a relação com o órgão de controle, e que a mudança de liderança se tornou necessária, especialmente após o rebaixamento do clube. A sul-coreana Michele Kang assumiu a presidência após sua renúncia.
Defesa de transferências e “transferências fantasmas”
Textor aproveitou para rebater as acusações de “transferências fantasmas” de jogadores do Botafogo para o Lyon. Ele explicou detalhadamente as negociações de Thiago Almada, Igor Jesus e Luiz Henrique. Segundo ele, Igor Jesus foi contratado sem custos pelo grupo Eagle e assinou contrato para se juntar ao Lyon em 2024, após se destacar no Brasil. Luiz Henrique, eleito o melhor jogador do Brasil, também teria assinado contrato em janeiro de 2024, com a opção de escolher a janela de transferências para se juntar ao Lyon. Textor questionou como a DNCG pode impedir a inscrição de jogadores que já pertencem ao grupo, argumentando que as transferências são reais e parte de negócios legítimos do futebol.

