Quando falamos sobre Bastidores: Textor vê "teimosia" de Anselmi antes de demissão e se irrita com oscilações da defesa do Botafogo, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. Os Bastidores: Textor vê “teimosia” de Anselmi antes de demissão e se irrita com oscilações da defesa do Botafogo revelam um cenário de insatisfação crescente por parte do proprietário da SAF, John Textor, que culminou na saída de Martín Anselmi. Mesmo com a vitória sobre o Bragantino no último sábado, por 2 a 1, o treinador argentino não resistiu à pressão e foi comunicado da demissão na manhã deste domingo, 22 de março de 2026. A decisão, embora formalizada após o resultado positivo, já vinha sendo gestada há semanas, impulsionada por percepções de Textor sobre a rigidez tática do comandante e a fragilidade defensiva da equipe.
A Irritação de Textor com a Vulnerabilidade Defensiva
O revés, na visão de John Textor, não foi a vitória em si, mas a forma como o Botafogo se apresentou em campo. O empresário externou a pessoas próximas seu incômodo com a exposição excessiva da retaguarda alvinegra durante o confronto no Cícero de Souza Marques. A escalação, que poupou o volante Allan e escalou Danilo, um jogador com vocação ofensiva, para atuar como primeiro volante, forçou a linha defensiva, composta por Barboza e Ferraresi, a atuar mais adiantada e, consequentemente, mais exposta.
Textor criticou a falta de combatividade no setor de meio-campo, que só foi corrigida em parte no segundo tempo. Para ele, essa ausência de um jogador com características mais defensivas criou um desequilíbrio que sobrecarregou a defesa. O proprietário da SAF sentiu que a retaguarda botafoguense regrediu em comparação com anos anteriores, apesar dos investimentos realizados no elenco. Os números reforçam essa preocupação: o Alvinegro sofreu 12 gols em apenas seis rodadas do Brasileirão de 2026, uma média preocupante.
A comparação com o desempenho defensivo em 2026, ano de conquistas importantes, é dura. Naquela temporada, o time demonstrava uma consistência defensiva que não impedia a criação de oportunidades ofensivas. A performance recente, com 20 gols sofridos em 18 jogos sob o comando de Anselmi, contrasta com a expectativa de solidez.
A “Teimosia” de Anselmi e a Falta de Flexibilidade Tática
Um dos pontos centrais da insatisfação de Textor foi a percepção de que Martín Anselmi demonstrou uma “teimosia” em suas abordagens táticas, não se mostrando flexível o suficiente para adaptar suas ideias às necessidades do elenco. A promessa de flexibilidade durante a entrevista de contratação parecia não ter se concretizado na prática.
O retrospecto de Anselmi com sistemas de três zagueiros, que já havia sido um ponto de interrogação em sua passagem pelo Porto, foi visto como um padrão repetitivo e pouco eficaz no Botafogo. Mesmo quando optou por uma linha de quatro defensores, como na partida contra o Bragantino, Textor avaliou que o técnico não conseguiu encontrar soluções para solidificar o meio-campo.
Fontes ouvidas pelo ge indicam que Anselmi priorizou suas próprias preferências táticas em detrimento das características dos jogadores à disposição. A improvisação de atletas em posições não habituais, como o lateral Mateo Ponte atuando como zagueiro, foi um dos fatores que mais incomodaram Textor.
Bastidores: Textor vê “teimosia” de Anselmi antes de demissão e se irrita com oscilações da defesa do Botafogo
Apesar da frustração com a defesa, é importante notar que Anselmi também teve pontos positivos em seu trabalho. Houve um aumento no aproveitamento de jogadores formados nas categorias de base do clube. Contudo, essa utilização, por vezes, pareceu forçada, ocorrendo em momentos de elenco reduzido devido a transfer bans e a diversos casos de jogadores no departamento médico. O zagueiro Justino, por exemplo, ganhou espaço nesse contexto.
O desempenho inicial no Brasileirão de 2026, com a goleada sobre o Cruzeiro, gerou expectativas elevadas. No entanto, a incapacidade de sustentar esse nível de competitividade contra rivais diretos como Flamengo e Palmeiras também pesou na avaliação de Textor.
O Clima Interno e a Perspectiva dos Jogadores
No meio do turbilhão de decisões e da instabilidade financeira que afetou a SAF, os jogadores, em sua maioria, viam Anselmi como o “menos culpado”. Havia um desejo interno de evitar mais uma troca de comando e a necessidade de se readaptar a novos métodos e filosofias de trabalho. Essa resistência à mudança, somada à percepção de que o problema era mais estrutural do que técnico individualmente, pode ter contribuído para a dificuldade em consolidar o trabalho.
Em suas últimas declarações, Anselmi tentou demonstrar confiança na relação com o elenco e a diretoria, afirmando que, se estivesse à frente da equipe, era porque possuía o respaldo necessário. “Qualquer treinador sabe perfeitamente quando não tem o respaldo dos jogadores e aí você não pode continuar trabalhando no time. Se o jogador não acredita não há o que fazer. Se estou aqui, e tenho isso muito claro, é algo que sei, é porque nossa relação, nosso trabalho e nosso dia a dia com os jogadores e com a diretoria é top”, declarou o argentino.
Apesar das palavras de Anselmi, a realidade dos bastidores indicou um esgotamento da paciência de John Textor. A saída do treinador implica no pagamento de uma multa rescisória, com contrato vigente até dezembro de 2027. Enquanto a diretoria busca um novo comandante, Rodrigo Bellão, do sub-20, assume interinamente. A passagem de Anselmi pelo Botafogo foi marcada pela queda precoce na Libertadores e pela conquista da Taça Rio.
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A trajetória de Anselmi, marcada por oscilações defensivas e um estilo que não agradou plenamente a Textor, demonstra a complexidade da gestão de um clube de futebol, onde a pressão por resultados e a adaptação tática são constantes desafios.
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