A despedida de um ídolo
O Fortaleza Esporte Clube se despede de Guilherme de Jesus da Silva, o Tinga, um jogador que transcendeu as quatro linhas e se tornou um verdadeiro símbolo para o clube. Em nove temporadas vestindo a camisa tricolor, Tinga não apenas acumulou um impressionante número de dez títulos, mas também deixou um legado de pertencimento, liderança e comprometimento, desde os tempos de Série C até as disputas continentais.
Um legado além dos números
Embora não seja lembrado primariamente por seus gols, Tinga foi peça fundamental em momentos cruciais da história recente do Fortaleza. Atuando como lateral e até zagueiro, suas assistências foram históricas e seus gols, memoráveis. No entanto, seu maior impacto reside na identificação com o clube e na sua voz ativa em causas importantes, como o combate ao racismo no futebol. Em um esporte por vezes omisso, Tinga sempre escolheu se posicionar, cobrando justiça e ações concretas contra a discriminação.
Momentos que marcaram a história
A trajetória de Tinga no Fortaleza é repleta de lances emblemáticos. A assistência para o gol de Cassiano na épica final do Campeonato Cearense de 2015 é um dos momentos mais antológicos. Outro retrato de sua garra foi o gol de empate heroico contra o Santos em 2019, que simbolizou a alma daquele time. Sua participação em momentos decisivos, como o gol do pentacampeonato e gols em semifinais de Sul-Americana, solidificam sua importância.
Uma referência para sempre
Com 389 jogos, 26 gols e 43 assistências, o currículo de Tinga é notável, mas insuficiente para descrever o que ele representou para o Fortaleza. A idolatria conquistada não se baseia apenas em feitos esportivos, mas na constância, na disposição e na capacidade de representar o clube nos dias difíceis. Tinga não será apenas um capítulo na história do Leão, mas uma referência eterna, sentida e orgulhosamente celebrada pela torcida tricolor.

