O ano de 2025 trouxe sentimentos contraditórios para o futebol da Zona da Mata e Campo das Vertentes mineiras. Enquanto o Tombense e o Athletic comemoraram conquistas importantes nas competições estaduais, ambos os times, junto com outras equipes da região, sofreram desequilíbrios e rebaixamentos em torneios nacionais e estaduais, tornando seus títulos estaduais meras “lembrancinhas” de Natal em meio a dificuldades.
Domínio no primeiro semestre: Tombense e Athletic celebram conquistas
No contexto do Campeonato Mineiro do Interior, o Tombense garantiu seu segundo título consecutivo, alcançando a quinta taça na competição e se aproximando da Caldense, maior campeã com oito conquistas. Sob o apelido de Gavião Carcará, o clube fez uma campanha sólida, avançando às semifinais do Campeonato Mineiro e reafirmando seu protagonismo no futebol interiorano.
Por sua vez, o Athletic conquistou novamente o Troféu Inconfidência ao vencer o Uberlândia na final, assegurando vaga na Copa do Brasil de 2026. Apesar de não ter chegado às semifinais do estadual pelo segundo ano consecutivo, o Alvinegro conseguiu manter sua força em competições regionais.
Dificuldades nas competições nacionais: Quedas e crises
No cenário nacional, os desempenhos revelaram desafios consideráveis. O Tombense, que era apontado como candidato ao acesso na Série C do Campeonato Brasileiro, despencou para a última colocação com apenas 14 pontos em 19 jogos, sendo rebaixado para a Série D após 12 anos. A equipe passou por mudanças técnicas e não conseguiu se recuperar, resultando em um ano decepcionante.
Já o Athletic estreou na Série B enfrentando tanto desafios técnicos quanto uma crise administrativa na sua SAF. A troca de controle da SAF entre Fábio Mineiro, Tiberis Holding e o empresário Thássilo Soares trouxe instabilidade. Dentro de campo, após o desligamento do técnico Roger Silva por maus resultados, o português Rui Duarte assumiu, conseguiu afastar o time da zona de rebaixamento, mas o desempenho oscilou. A equipe só garantiu a permanência na segunda divisão na última rodada, ao vencer o Paysandu por 2 a 1.
Problemas se estendem aos estaduais: Rebaixamentos e ausência de equipes tradicionais
No Campeonato Mineiro, o Aymorés, estreante na elite, não resistiu e foi rebaixado após somar apenas sete pontos e uma única vitória em oito jogos. No módulo II, o Nacional de Muriaé confirmou uma trajetória descendente, ficando na última colocação e caindo para a terceira divisão estadual.
O Guarani-MG evitou o rebaixamento por pouco, terminando penúltimo no Grupo B, enquanto equipes como Varginha amargaram resultados negativos na rival chave. Outro revés importante foi a desistência do Tupynambás na Segunda Divisão por problemas financeiros, abrindo espaço para o Tupi representar a Zona da Mata na competição estadual, mas que também ficou sem acesso após desempenho irregular no Hexagonal Final.
Temporada de desafios marca a região para 2026
Apesar dos festejos por taças que confirmam a tradição e a força do futebol regional, o ano de 2025 termina para os clubes da Zona da Mata e Campo das Vertentes com muitos desafios a superar. Rebaixamentos nacionais e estaduais, crises administrativas e dificuldades financeiras indicam que os clubes terão um caminho árduo para voltar a brilhar em maiores divisões e elevar novamente o moral de seus torcedores. Para estas equipes, os títulos conquistados servem como um bálsamo, porém longe de preencher o vazio criado pelos insucessos do ano.

