Manifesto do grupo ‘The 1958’ critica duramente a gestão de Ratcliffe e do conselho do clube
O renomado clube inglês Manchester United atravessa um período de instabilidade, marcado por resultados esportivos ruins e questionamentos sobre sua administração. Na última temporada, a equipe fechou sua pior participação na história da Premier League, ao terminar na 15ª colocação, além de não conquistar o Campeonato Inglês desde a temporada 2012/2023.
Em resposta a esses problemas, mais de 100 mil torcedores associados ao grupo ‘The 1958’ divulgaram um manifesto contundente, pedindo a saída de Jim Ratcliffe, atual homem forte do futebol do clube, ao qual possuem 25% das ações. O grupo acusou Ratcliffe de transformar o clube em um ‘circo’, usando palavras duras como ‘palhaço incompetente’, e criticou a gestão por estar destruindo a história de 150 anos do Manchester United.
Críticas severas à gestão e ao desempenho do clube
Segundo o manifesto, Ratcliffe está promovendo um caos na administração, com uma equipe técnica considerada medíocre e sem identidade. A torcida relembra que, apesar de ser uma potência mundial, o clube tem exibido performances pobres em campo, enfrentando crises de liderança, confiança e uma gestão que demonstra inexperiência.
Polêmica recente envolvendo demissão e troca de influência
Outro foco das críticas foi a demissão do técnico Ruben Amorim, que, segundo especulações, teria sido motivada por uma troca de palavras tensa com Jason Wilcox, diretor de futebol do United. Wilcox, que tem pouco mais de nove meses de experiência, tenta influenciar as decisões táticas da equipe, mesmo após o clube estar ciente das estratégias adotadas por Amorim. A decisão teria sido apoiada por Omar Berrada, CEO sem experiência no cargo, que ouviu queixas de um amigo próximo.
Reclamações contra a família Glazer e o futuro do clube
O grupo de torcedores também criticou a família Glazer, principal acionista do clube, ressaltando que a crise administrativa reflete uma gestão caótica e pouco eficiente. Eles fizeram questão de afirmar que seu protesto não é uma defesa do ex-técnico Ruben Amorim ou do estilo de jogo da equipe, mas uma denúncia de uma gestão disfuncional que ameaça a história e a cultura do clube. Os torcedores solicitaram um voto de não confiança em Omar Berrada e Jason Wilcox, alertando que, se a situação não for revertida, o futuro do clube pode se tornar irreconhecível, sem seus valores e identidade.
A crise no Manchester United evidencia a necessidade de mudanças urgentes na gestão de um dos maiores times da história do futebol mundial, enquanto seus fãs continuam a exigir transparência e respeito à tradição construída ao longo de mais de um século.

