Vasco tropeça contra o Nova Iguaçu em teste para reservas
Ninguém brilha e time mostra falta de entrosamento antes do clássico contra o Flamengo.
Reservas decepcionam em São Januário
Na segunda partida da temporada de 2026, o técnico Fernando Diniz escalou um time reserva contra o Nova Iguaçu com o objetivo de dar mais minutos a jogadores subutilizados e avaliar opções para o ano. No entanto, a iniciativa não rendeu os frutos esperados. O Vasco empatou sem gols em São Januário, em um jogo marcado pela falta de inspiração, especialmente no primeiro tempo.
Apesar de reconhecer a falta de entrosamento e a necessidade de ritmo de jogo após as férias, Diniz teve poucas opções para comemorar. O treinador citou a atuação de JP, que entrou no segundo tempo, e do jovem atacante João Vitor “Mutano”, que teve poucos minutos. Os destaques positivos, no entanto, foram jogadores mais experientes: o goleiro Léo Jardim, com pelo menos duas defesas cruciais, e o meio-campista Andrés Gómez, que entrou no intervalo e melhorou o desempenho da equipe, quase marcando em dois chutes de fora da área.
Estreias e atuações abaixo do esperado
A partida também marcou as estreias dos reforços Alan Saldivia e Johan Rojas. Saldivia, titular na zaga, jogou os 90 minutos, mas ainda precisa aprimorar seu ritmo e não deixou uma impressão marcante. Rojas atuou por pouco mais de 20 minutos no segundo tempo, mostrando algumas tentativas de drible, mas sem grande impacto.
Entre os jogadores que tinham a chance de mostrar serviço, Matheus França foi um dos que mais decepcionou. O meia, em um processo de queda de confiança desde o ano passado, errou passes simples, foi facilmente desarmado e saiu de campo no intervalo sob vaias da torcida. Diniz, contudo, defendeu o jogador. Garré também produziu pouco pela ponta direita, com tentativas infrutíferas de drible. Ambos foram substituídos no intervalo. O centroavante GB, titular, teve atuação apagada, com poucas chances criadas.
Nova Iguaçu se defende bem e assusta nos contra-ataques
O Nova Iguaçu, que vinha de uma vitória expressiva, entrou em campo com uma estratégia clara: defender-se com todos os jogadores atrás da linha do meio de campo. O Vasco, com mais posse de bola (59%), teve dificuldade em penetrar na defesa adversária, com uma circulação de bola inofensiva. A única finalização na direção do gol do Nova Iguaçu no primeiro tempo foi um chute fraco de Matheus França.
A equipe visitante, por outro lado, soube aproveitar os espaços nos contra-ataques. Xandinho acertou a trave e Di Maria exigiu grande defesa de Léo Jardim, mostrando que o Vasco cedia perigo defensivamente. A lição principal da partida para o Vasco é a necessidade de arriscar mais quando as oportunidades surgem.
Segundo tempo melhora, mas não o suficiente
A entrada de JP, Andrés Gómez e Maxime Dominguez no segundo tempo trouxe mais dinamismo ao ataque vascaíno. Uma boa chance surgiu com um cruzamento de Maxime que David cabeceou, exigindo uma grande defesa do goleiro Mota. O próprio Gómez teve duas boas oportunidades de marcar de fora da área, mas parou no goleiro adversário.
Apesar da melhora na movimentação, o Vasco não conseguiu converter a superioridade em gols. O Nova Iguaçu, mais vertical em suas ações, finalizou mais vezes (10 contra 8 do Vasco) e manteve a solidez defensiva. Com o teste de reservas mal aproveitado, Diniz deve retornar com os titulares para o clássico contra o Flamengo no Maracanã, buscando corrigir os problemas evidenciados na partida contra o Nova Iguaçu.

