Cuesta e a linha de defesa adiantada: o primeiro gol evitável
A derrota do Vasco para o Corinthians na final da Copa do Brasil, por 2 a 1 no Maracanã, foi marcada por erros pontuais que se mostraram determinantes. O primeiro gol corintiano, aos 17 minutos do primeiro tempo, exemplificou essa fragilidade. O zagueiro Cuesta posicionou-se adiantado em relação à linha de defesa, criando um espaço considerável nas suas costas. Esse lapso permitiu que Yuri Alberto recebesse um lançamento preciso de Matheuzinho e infiltrasse livremente na área para finalizar.
Léo Jardim e a hesitação que custou caro
No mesmo lance do primeiro gol, a atuação do goleiro Léo Jardim também foi questionada. Imagens mostram o arqueiro vascaíno ameaçando sair do gol, chegando próximo à marca do pênalti, mas recuando em seguida. Essa indecisão custou preciosos segundos de reação. Mesmo com o domínio não perfeito de Yuri Alberto, Jardim demorou a se mover, permitindo que o atacante corintiano finalizasse com mais tranquilidade.
Puma Rodríguez e o drible que abriu as portas para o contra-ataque
O segundo gol do Corinthians nasceu de uma jogada perdida no ataque por Puma Rodríguez. Em uma posição onde tinha diversas opções de passe, o lateral vascaíno optou por um drible arriscado e acabou sendo desarmado. A perda da posse de bola em um momento crucial permitiu ao Corinthians armar um rápido contra-ataque, que culminou no segundo gol.
O bote precipitado de Barros e a falha defensiva no meio de campo
A jogada que efetivamente quebrou a defesa do Vasco no segundo gol foi a tentativa de desarme de Cauan Barros no meio de campo. Embora Breno Bidon, do Corinthians, tenha demonstrado mérito na sua jogada, o volante vascaíno foi precipitado em seu bote. A falha em conseguir a falta para interromper o avanço adversário permitiu que Bidon conduzisse a bola e encontrasse a melhor opção de passe em um ataque de quatro contra dois, selando o placar.
O gol perdido por GB e a chance de adiar o título corintiano
Apesar de não ter sido um erro diretamente aproveitado pelo Corinthians, a perda de um gol crucial por GB aos 50 minutos do segundo tempo também entrou para a lista de lances que poderiam ter mudado o destino da partida. Em uma bola que sobrou na área, o atacante vascaíno, escolhido por Diniz justamente para essas situações, finalizou por cima do gol. Um lance mais caprichado poderia ter levado a decisão da Copa do Brasil para os pênaltis.

