O vice-presidente do Cruzeiro, Pedro Junio, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa “Fala a Fonte”, no YouTube da ESPN, nesta terça-feira (6), para esclarecer os pormenores do empréstimo do atacante Gabigol ao Santos. O dirigente detalhou as condições da negociação, que envolvem a divisão do salário do jogador, a ausência de uma cláusula de compra pré-definida e a impossibilidade de Gabigol atuar contra a Raposa.
Desejo do Jogador e Relação Respeitosa
De acordo com Pedro Junio, a saída de Gabigol foi motivada pelo desejo do próprio atleta de ter mais minutagem em campo. “A saída do Gabriel foi um desejo dele de ter mais minutos. É um jogador que sempre foi muito correto e leal. Tivemos uma relação respeitosa, sempre muito profissional”, afirmou o vice-presidente. A diretoria celeste atendeu ao pedido do atacante, evidenciando o bom relacionamento mantido com o jogador e sua equipe.
Divisão Salarial e Preferência de Compra
Um dos pontos cruciais da negociação é a divisão do salário de Gabigol. Pedro Junio confirmou que o Cruzeiro continuará arcando com uma parcela dos vencimentos do atacante, mas garantiu que será a menor parte. Sobre uma possível compra definitiva pelo Santos ao término do empréstimo, que se estende até dezembro, o dirigente explicou que não há uma cláusula com preço estabelecido. No entanto, o Santos terá a “preferência” na negociação caso deseje adquirir o jogador em definitivo.
“O Santos tinha o interesse, fizemos o empréstimo, a gente paga uma parte do salário, não é a maior, ele está emprestado, mas não tem opção de compra de valores pré-estabelecidos, mas tem uma preferência por parte do Santos”, destacou Pedro Junio.
Impedimento Contratual e Futuro Indefinido
Outra cláusula importante do contrato de empréstimo é o impedimento de Gabigol atuar contra o Cruzeiro. “Contra nós, a cláusula é que ele [Gabigol] não joga, mas desejamos todo o sucesso”, apontou o vice-celeste. Questionado sobre a possibilidade de retorno do camisa 9 à Toca da Raposa em 2027, Pedro Junio manteve a situação em aberto. “A gente espera que ele faça uma grande temporada, mas esperamos que seja um grande 2026, que ele faça muitos gols, e, no final do ano, senta e conversa de novo para saber o que é melhor para o Cruzeiro e para o Gabriel”, finalizou, deixando claro que o futuro do atacante será reavaliado após o período de empréstimo.

