Comparativo de Estilos e Desempenho
O zagueiro Vitão, do Internacional, está próximo de se tornar o novo reforço do Flamengo para 2026. Com exames médicos já realizados, o defensor de 25 anos tem acordo encaminhado com o clube carioca por quatro temporadas. Uma análise dos seus números no Campeonato Brasileiro, em comparação com os defensores rubro-negros Léo Pereira e Léo Ortiz, revela particularidades em seus estilos de jogo e desempenho.
Números Defensivos e Participação Ofensiva
Vitão se destacou no Internacional com uma média de 71,8 minutos por jogo no Brasileirão, registrando 0,83 desarmes e 0,73 interceptações a cada 90 minutos. Esses números são ligeiramente superiores aos de Léo Pereira e Léo Ortiz. No entanto, quando o assunto é a participação na construção das jogadas, o cenário muda significativamente. Vitão completou menos da metade dos passes de Léo Pereira e ficou em 15º entre os defensores em passes completos. Além disso, apresentou menos passes para frente e menor avanço com a bola do que a dupla do Flamengo, aparecendo em 18º e 22º nesses quesitos entre os defensores.
Domínio da Bola e Passes Progressivos
Léo Pereira e Léo Ortiz, por outro lado, demonstraram grande proficiência com a bola nos pés. Léo Pereira liderou o Brasileirão em passes completos (2.446) e avanços com posse de bola (5.935 metros). Léo Ortiz também se destacou, figurando no Top 10 em ambos os quesitos (1.625 passes e 3.277 metros avançados). Ambos se encontram entre os jogadores com mais passes progressivos (13,4 km para Léo Pereira e 11,3 km para Léo Ortiz).
Diferença em Passes Longos e Contexto de Jogo
Uma das maiores distinções entre os atletas reside na precisão dos passes longos: a dupla do Flamengo acertou mais de 72% das tentativas, enquanto Vitão obteve 61,6%. É importante ressaltar que esses números refletem o contexto tático de cada equipe. Léo Pereira e Léo Ortiz atuam em um Flamengo com média de posse de bola de 62,1%, onde a construção do jogo desde a defesa é incentivada. Já Vitão, no Internacional, participou de um time com média de posse de bola de 51,2%, o que naturalmente o torna menos envolvido com o jogo de passes.

