Preocupações além do ‘capricho’
A esperada estreia do Vitória no Campeonato Brasileiro foi precedida por um Ba-Vi que deixou mais dúvidas do que certezas. A derrota por 1 a 0 para um Bahia com time reserva evidenciou uma equipe rubro-negra com dificuldades em impor seu ritmo e criar chances claras de gol. Apesar de mandar a campo sua força máxima, com exceção do zagueiro Edu, o time comandado por Jair Ventura mostrou um futebol limitado, dependente excessivamente de cruzamentos que pouco ameaçaram o adversário.
Futebol de uma nota só
Ao longo dos 90 minutos, o Vitória demonstrou desconforto ao ter a iniciativa de jogo. A maior parte das jogadas ofensivas concentrou-se nas laterais, com cruzamentos forçados que não encontraram o alvo ou foram facilmente neutralizados pela defesa tricolor. As duas grandes oportunidades criadas com Erick, por exemplo, foram fruto de lances isolados e não de uma construção consistente. Do outro lado, o time baiano explorou a velocidade e a bola aérea, chegando a acertar o travessão com Dell.
Falta de poder de penetração e definição
O segundo tempo seguiu a mesma linha, com o Vitória insistindo nos cruzamentos sem sucesso. Finalizações de Renato Kayzer e Ramon não levaram perigo real ao gol de Ronaldo. Enquanto isso, o Bahia soube aproveitar os espaços deixados pela defesa rubro-negra. Aos 15 minutos do segundo tempo, um espaço aberto pela saída de Mateus Silva permitiu a jogada que resultou no gol de Dell, após assistência de Iago Borduchi. A fragilidade defensiva do Vitória foi novamente exposta, com um lance que poderia ter resultado em pênalti.
Análise crítica e discurso preocupante
A avaliação de Jair Ventura sobre a falta de ‘capricho’ após o jogo minimiza os problemas estruturais apresentados pela equipe. Diante de um rival longe de sua formação ideal, o Vitória foi anulado e demonstrou pouca variação tática. A dependência excessiva dos ‘chuveirinhos’ para furar bloqueios e a falta de alternativas tornam o cenário preocupante para o início da Série A. A sensação é de que o time ainda não evoluiu em relação à temporada passada, tanto em campo quanto nas declarações de seu comandante, o que gera incerteza para um ano que se espera ser diferente.

