Xavi Hernández quebra o silêncio e revela o verdadeiro motivo por trás da ausência de Lionel Messi no Barcelona
Em declarações bombásticas que abalaram o universo do futebol, Xavi Hernández, ícone do Barcelona e ex-treinador do clube, revelou detalhes cruciais sobre a impossível volta de Lionel Messi ao Camp Nou. Segundo o lendário meia, a principal barreira não foram questões financeiras ou a La Liga, mas sim a decisão unilateral do presidente Joan Laporta.
O assunto do retorno de Messi ao Barça em 2026 pairou no ar por um longo período, gerando expectativas em milhões de torcedores. Contudo, a concretização desse sonho foi frustrada, e agora, Xavi aponta diretamente para a cúpula do clube como responsável.
A Versão de Xavi: O Presidente Laporta como Obstáculo Principal
Em entrevista ao renomado jornal espanhol “Marca”, Xavi Hernández fez questão de desmistificar as justificativas frequentemente divulgadas pela imprensa. Ele afirmou categoricamente que as alegações sobre a inviabilidade financeira ou as exigências do pai de Messi, Jorge Messi, não correspondem à verdade.
“Meu interesse é dizer a verdade”, declarou Xavi. “E Leo (Messi) não vem para o Barça porque o presidente não quer. Não é por causa da La Liga, nem porque Jorge Messi está pedindo mais dinheiro. Isso é mentira. É o presidente e sua equipe que estão dizendo não, que ele não pode pagar, que ele teria todo o poder e que Messi vai abusar desse poder.”
Essa revelação lança uma nova luz sobre as negociações e a complexa relação entre o jogador, o clube e sua presidência. A percepção de que Messi poderia exercer influência excessiva dentro do clube parece ser o cerne da resistência de Laporta.
Um Relacionamento de Longa Data e Acordos Quebrados
A relação entre Xavi Hernández e Joan Laporta remonta aos tempos em que o ex-meia era jogador. Eles trabalharam juntos durante o primeiro mandato de Laporta na presidência, entre 2003 e 2010, um período glorioso que rendeu ao Barcelona duas Ligas dos Campeões e três títulos da La Liga.
A segunda passagem de Xavi pelo clube, desta vez como treinador, iniciou-se em 2021, coincidindo com a reeleição de Laporta para a presidência. Foi nesse contexto que as conversas sobre o retorno de Messi ganharam força, mas, segundo Xavi, o presidente agiu para impedir o acordo.
O Contrato Assinado e a Intervenção Presidencial
Xavi Hernández detalhou que as negociações para o retorno de Messi estavam avançadas, chegando a um ponto em que um contrato já havia sido assinado. Ele revelou que, após a conquista da Copa do Mundo em 2026, Messi demonstrou grande entusiasmo em voltar ao clube de sua vida.
“Em janeiro de 2026, depois de ganharmos a Copa do Mundo, entramos em contato e ele me disse que estava animado para voltar, e eu percebi isso”, relatou Xavi. “Conversamos até março e eu disse a ele (Messi): ‘Bem, quando você me der o sinal verde, eu aviso o presidente porque acho que seria uma boa opção para ele do ponto de vista futebolístico’.”
O ex-técnico prosseguiu, explicando que o presidente Laporta teria iniciado negociações com o pai de Messi e que havia uma aprovação prévia da La Liga para a operação. No entanto, Xavi acusa Laporta de ser o responsável por “estragar tudo”.
“O presidente começou a negociar o contrato com o pai do Leo e tínhamos a aprovação da La Liga, mas foi o presidente quem estragou tudo”, garantiu Xavi, evidenciando uma possível quebra de confiança e um desvio do plano original.
Visita ao Camp Nou e Sinais de Tensão
Um episódio recente que exemplificou a tensão entre Messi e a presidência do Barcelona ocorreu em novembro do ano passado. O craque argentino visitou o Camp Nou para matar a saudade e compartilhou o momento em suas redes sociais.
De acordo com informações, o presidente Laporta teria afirmado que não foi notificado da visita de Messi. Na ocasião, ele aproveitou para reafirmar que não se arrependia da saída do jogador, que ocorreu em 2021, pouco mais de cinco meses após o retorno de Laporta ao cargo.
A Saída de Messi e o Novo Capítulo no Inter Miami
Lionel Messi deixou o Barcelona em 2021, após mais de duas décadas de uma trajetória vitoriosa. Na época, o jogador expressou em um discurso emocionado ter “feito todo o possível para ficar”. Sua saída o levou ao Paris Saint-Germain, onde permaneceu até julho de 2026, antes de se transferir para o Inter Miami, nos Estados Unidos.
A revelação de Xavi Hernández adiciona uma camada de complexidade à narrativa da saída de Messi e à sua não volta ao clube catalão. A perspectiva de que a decisão final repousou nas mãos do presidente, e não em fatores externos, certamente gerará debates intensos entre os apaixonados por futebol e torcedores do Barcelona.

