De promessa local a destaque nacional e internacional
Aos 17 anos, Zé Lucas, volante formado nas categorias de base do Sport, vem ganhando espaço e reconhecimento no cenário futebolístico desde sua estreia profissional. Em um ano marcado pelo rebaixamento do clube pernambucano, o jovem atleta se destacou como um dos poucos pontos positivos do time principal, conquistando também títulos importantes com a seleção brasileira sub-17, incluindo o Sul-americano e a participação na Copa do Mundo da categoria.
Ascensão rápida e interesse da Europa
Suas primeiras atuações começaram no Campeonato Pernambucano, onde, com apenas 16 anos, entrou para o time principal do Sport e rapidamente assumiu a titularidade. Essa evolução levou à convocação para a Copa do Mundo sub-17 no Catar, no auge da pior fase do Sport na Série A. Mesmo assim, Zé Lucas manteve o foco e ajudou a equipe brasileira a alcançar o quarto lugar no Mundial.
Propostas milionárias e valorização contratual
O desempenho do jovem volante despertou o interesse de grandes clubes europeus. Em abril, o Sport recusou uma oferta de R$ 80 milhões e chegou a negociar a venda de Zé Lucas ao Barcelona em junho. O atleta tem contrato até abril de 2028, com multa rescisória de R$ 100 milhões para clubes brasileiros e cerca de R$ 330 milhões para o estrangeiros. O clube espera negociar uma venda próxima de 15 milhões de euros, aproximadamente R$ 95 milhões.
Sonho europeu e compromisso com o Sport
Apesar da crescente pressão, Zé Lucas mantém a tranquilidade e reafirma seu foco no clube. “Eu venho acompanhando tudo isso, mas estou tranquilo. Meu staff, meu pai, meus empresários estão cuidando disso. Meu foco agora é ficar no Sport, porque ainda pertenço ao clube”, afirmou o volante. Questionado sobre preferência por alguma liga ou país, o atleta foi objetivo e disse aguardar as definições do futuro.
Raízes e o presente
Nas férias, Zé Lucas retornou ao bairro onde tudo começou, Engenho do Meio, no Recife. Com novo visual, promoveu uma partida beneficente em um campo de terra e interagiu com moradores locais que contribuíram com alimentos não perecíveis para participar. “Esse assédio é muito importante para mim, ainda mais aqui na minha casa, onde nasci. Foi aqui que tudo começou. É muito bom voltar e sentir essa conexão”, concluiu o jovem talento do Sport.

