Análise: Vasco tem segundo tempo de dar vergonha e pouco assusta em uma hora com jogador a mais. Esta frase resume a desolação vivida pela torcida vascaína na partida contra o Corinthians, onde a equipe carioca demonstrou uma atuação decepcionante, especialmente após a expulsão de um jogador adversário. O que era uma oportunidade clara de quebrar um longo jejum de vitórias fora de casa contra o Timão transformou-se em mais um capítulo frustrante.
A expectativa era alta para o confronto válido pela 13ª rodada do Brasileirão 2026. O Vasco, ainda embalado pelo vice-campeonato da Copa do Brasil em 2026, via na partida na Neo Química Arena uma chance de inverter a má sina histórica de 19 anos sem vencer o Corinthians como visitante. No entanto, o placar de 1 a 0 para os paulistas, com gol de Matheus Bidu, foi apenas o reflexo de uma atuação apática.
O Jogo Psiicológico e a Falta de Controle
Desde os minutos iniciais, o Vasco pareceu cair em uma armadilha psicológica. A equipe se deixou envolver pelas provocações e pelo jogo mais físico imposto pelos jogadores do Corinthians. Um exemplo claro foi a discussão entre Saldivia e os corintianos Bidon e Raniele logo em um escanteio inicial. A equipe paulista, de fato, cometeu faltas mais duras, mas a reação vascaína muitas vezes resultou na paralisação do jogo e na perda de foco nas jogadas.
Essa falta de controle emocional e tático se tornou ainda mais evidente quando o Corinthians teve André expulso aos 44 minutos do primeiro tempo. A partir daí, o Vasco teve uma hora inteira para explorar a vantagem numérica. Contudo, a impressão que ficou foi justamente o contrário: o time de Renato Gaúcho parecia acuado, com pouca iniciativa e ainda menos poder de fogo.
Um Segundo Tempo Digno de Pavor
Se o primeiro tempo já não foi brilhante, com mais disputa do que futebol, o segundo tempo vascaíno foi, sem exagero, digno de um filme de terror para seus torcedores. A Análise: Vasco tem segundo tempo de dar vergonha e pouco assusta em uma hora com jogador a mais se aprofunda na falta de criatividade e na ausência de um plano de jogo claro.
Renato Gaúcho tentou mexer na equipe. No intervalo, substituiu Thiago Mendes, que já portava um cartão amarelo, por Rojas, alegando risco de lesão. Na lateral, Cuiabano deu lugar a Piton. No entanto, as alterações não surtiram o efeito desejado. A escalação inicial, com Brenner atuando na ponta direita, também gerou questionamentos.
A criação ofensiva do Vasco foi praticamente inexistente. Mesmo com um homem a mais, faltaram tabelinhas, triangulações e movimentação perto da área adversária. O time se limitou a cruzamentos sem direção, que serviram apenas para alimentar a segurança da dupla de zaga corintiana, Gabriel Paulista e Gustavo Henrique.
Estratégia Equivocada e Oportunidades Perdidas
A estratégia de apostar em bolas aéreas para a área tornou-se ainda mais questionável com a demora na entrada de Spinelli, um centroavante com características de jogo aéreo. Ele só foi acionado aos 29 minutos do segundo tempo, com pouco tempo para mostrar serviço. Ainda assim, teve uma chance clara após cruzamento de Gómez, mas desperdiçou a finalização.
A partida evidenciou os problemas do Vasco desde o princípio. A escalação inicial gerou dúvidas, o comportamento em campo no primeiro tempo foi marcado por reclamações e pouca produtividade, e a etapa final se configura como um dos piores momentos da temporada 2026 em termos de futebol jogado.
Embora o Vasco já tenha apresentado atuações ruins em 2026, como a derrota para o Audax Italiano na Sul-Americana, nenhum outro jogo se compara a este em termos de futebol. O time teve 60 minutos de superioridade numérica e foi superado em todos os aspectos pelo adversário. A Análise: Vasco tem segundo tempo de dar vergonha e pouco assusta em uma hora com jogador a mais serve como um alerta severo para a comissão técnica e para o elenco.
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